Director Carlos Rosado de Carvalho

Brent (novamente) sob pressão

Brent (novamente) sob pressão

A produção de crude nos EUA atingiu máximos históricos e coloca a produção do país ao nível da Arábia Saudita e próxima da Rússia. Produção de petróleo de xisto pressiona objectivos da OPEP.

O preço do petróleo sofreu uma correcção nos últimos dias depois da divulgação dos dados sobre o nível de existências nos EUA (a quarta subida das últimas cinco semanas) e da produção de crude ter atingido um máximo histórico de 10,057 milhões bpd em Novembro. Isto coloca a produção do país a par da Arábia Saudita e cada vez mais próxima da Rússia. Também os comentários da AIE de que o aumento da produção de petróleo de xisto nos EUA poderá atrasar os esforços da OPEP em reequilibrar o mercado e a recente apreciação do dólar colocaram pressão sobre o preço do crude, tendo em conta que um dólar mais forte reduz a apetência por matérias-primas já que estas são denominadas em dólares.
Esta semana, as atenções dos investidores estiveram centradas nos discursos do presidente da Fed no Congresso e no Senado. Jerome Powell sugeriu que o banco central poderia subir as taxas de juro nos EUA por quatro vezes em 2018 (em vez dos três aumentos actualmente previstos pela Fed e pela maioria dos investidores). Estas declarações tiveram um forte impacto nos mercados, levando a uma descida generalizada das bolsas e a uma apreciação do dólar. Powell referiu também que a conjuntura económica no país melhorou nos últimos dois meses e deu quatro exemplos que o levam a estar mais optimista.

(Leia o artigo na integra na edição 462 do Expansão, de sexta-feira 02 de Março de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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