Director Carlos Rosado de Carvalho

Big Six incluíram Angola na lista das economias hiperinflacionárias

Big Six incluíram Angola na lista  das economias hiperinflacionárias
Foto: Quintiliano dos Santos

Decisão das seis maiores empresas de auditoria do Mundo implica ajustamentos nas contas de 2017 dos bancos em função da inflação deste ano, mas isso não vai acontecer porque o BNA recusa que o País esteja em hiperinflação. Mas como o BNA não manda nos auditores, as contas de 2017 dos bancos angolanos serão aprovadas com uma reserva.

O comité que reúne as seis maiores empresas de auditoria do Mundo confirmou na primeira quinzena de Março a inclusão de Angola na lista das economias hiperinflacionárias, países que registam uma inflação acumulada nos últimos três anos próxima ou superior a 100%, soube o Expansão.
Entre Dezembro de 2014 e Dezembro de 2017, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) da Província de Luanda calculado pelo Instituto Nacional de Estatística, que serve de referência para a taxa de inflação em Angola, passou de 100 para 204,8. Feitas as contas, nos últimos três anos Angola registou uma inflação acumulada de 104,8%. A lista das economias hiperinflacionárias é liderada pela Venezuela com uma inflação acumulada de 5.649,9%, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), seguida do Sudão do Sul com 2.068,9% e do Suriname com 203,3%. Não estão disponíveis dados para a Síria.
A classificação como economia hiperinflacionária é uma decisão exclusivamente técnica tomada anualmente pelas seis principais empresas de auditoria a nível global: PwC, acrónimo inglês de PricewaterhouseCoopers, EY ou Ernst & Young, KPMG, Delloite, BDO e a Grant Thornton. A elaboração da lista está relacionada com a aplicação da IAS 29, acrónimo de Norma Internacional de Contabilidade n.º 29, que obriga as empresas que utilizam essas normas contabilísticas a procederem ajustamentos nas suas contas quando operam em países com elevados níveis de inflação. Em Angola, as IAS começaram a ser adoptadas em 2016 por alguns bancos e pelo do Fundo Soberano. De acordo com o Aviso nº. 06/2016 do BNA, relativo à adopção das IAS/IFRS, esta última sigla acrónimo de Normas Internacionais de Relato Financeiro, todos os bancos devem apresentar as contas de 2017 de acordo com as IAS/IFRS.

(Leia o artigo na integra na edição 468 do Expansão, de sexta-feira 13 de Abril de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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