Director Carlos Rosado de Carvalho

CEO: homem de negócios e agente político

CEO: homem de negócios e agente político

Para serem bem-sucedidas no ambiente global de hoje, as empresas devem reconhecer que os factos políticos influenciam os negócios mais do que nunca. Apesar de ser fácil para um CEO estar informado sobre o panorama global, é difícil ser especialista, particularmente, quando os desenvolvimentos já não assentam apenas na lógica económica e empresarial.

Algumas empresas têm hoje mais poder económico e influência do que os seus próprios países de origem. As estimativas(1) dizem-nos que quase 70% das 100 entidades mais ricas do mundo eram empresas e não países. Em resultado, as organizações tornam-se incontornáveis actores políticos.
As portas giratórias entre sector privado e público contribuem, por vezes, para reforçar essa percepção. Internacionalmente, alguns percursos empresariais funcionam como alavancas para carreiras políticas, pelo que o público começa a encarar os CEOs também como agentes políticos, mesmo que não tenham ambições nesse sentido. Os líderes empresariais são seguidos nas redes sociais e os seus comentários e reacções são acompanhados atentamente.
No mundo pré-redes sociais, "sem comentários", "estamos a monitorizar a situação" ou "a companhia não se envolve em questões políticas" seriam posições razoáveis. Hoje qualquer CEO que demonstre falta de conhecimento sobre temas de interesse público parece alheado da realidade, na melhor das hipóteses, ou desajustado à função, na pior.
*Partner da KPMG

(Leia o artigo na integra na edição 472 do Expansão, de sexta-feira 11 de Maio de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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