Director Carlos Rosado de Carvalho

Uma questão de amor

Uma questão de amor

Nas empresas, esse amor tem uma interpelação virtuosa no sentido de comunidade unida como um corpo humano, constituindo a universalidade das motivações laborais, estabilidade, segurança, reconhecimento e crescimento. Observando sempre que o amor é o ponto de partida, a vantagem competitiva sustentável é o ponto de chegada.

Ainda que eu tenha todos os graus académicos e prémios de mérito, se não tiver amor nada sou! Embora ecoe uma leve estranheza no ar e até represente um paradoxo, é prudente afirmar que o amor é a ferramenta mais racional na liderança de uma empresa. Na sua essência, o amor, permite tomar decisões sem muito esforço. No âmbito pessoal, somos exigentes com os aqueles que mais amamos, com o marido, com os filhos e com os nossos melhores amigos. No plano empresarial, não vacilo em dizer que, numa organização que tenha o amor como menção, o nível de exigência sobre todos e cada um é numerosamente maior.
A empresa é um corpo humano cujos membros em conjunto fazem a beleza escultural de andar, comer, falar e dormir, mas este mesmo corpo humano necessita de um diferencial que resulte em vantagens para conquistar uma parceira para amar e ser amado. Necessita conquistar os clientes mostrando ser insubstituível, dando a ideia de que ainda que tenha um produto equivalente mais barato, fidelizo-me com esta empresa porque ela me atrai de forma diferenciada.
Nas economias emergentes o mesmo ocorre. A vantagem competitiva passa por aplicar nas empresas, o amor. O amor ao próximo. O amor ao desconhecido. O amor, em todas as línguas, que será sempre amor. O gestor da empresa, deve ser um empresário do amor capaz de cultivar e espalhar esse sentimento pela empresa através dos valores, atitudes, visão, práticas de desenvolvimento do capital humano e das normas de conduta da empresa.
Num monólogo entre a razão e a emoção podemos ilustrar a conversa entre a Economia e o Amor:
A Economia diz ao amor: "O que eu mais anseio é a sustentabilidade, algo que eu acho que tu, sendo tão emocional, não me podes dar."
*Consultora de Recursos Humanos e docente universitária

(Leia o artigo na integra na edição 473 do Expansão, de sexta-feira 18 de Maio de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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