Director Carlos Rosado de Carvalho

Crude a 80 USD melhora perspectivas de crescimento mas reacende receios sobre EUA

Crude a 80 USD melhora perspectivas de crescimento mas reacende receios sobre EUA

Tensões geopolíticas com "carimbo" Donald Trump e perspectivas de diminuição da produção a curto prazo mantém preços em alta. Enquanto analistas começam a apontar preços até aos 100 USD por barril no próximo ano, produtores receiam aumento de produção com nova corrida à produção de xisto nos EUA.

O preço do barril de petróleo já valorizou 20% desde o início do ano e bateu a barreira dos 80 USD na semana passada, atingindo valores de Novembro de 2014. As várias tensões geopolíticas com o "carimbo" Donald Trump, mas também os efeitos positivos do corte de produção da OPEP são as principais causas da subida dos preços que antecipam melhorias de perspectivas de crescimento económico dos países produtores, como Angola.
Coreia do Norte, Irão, China e Venezuela têm em comum um conjunto de tensões com os Estados Unidos da América que tem animado os mercados. Desde a imposição de sanções à Venezuela, mas também ao Irão, depois de Donald Trump ter retirado de forma unilateral os EUA do acordo nuclear com aquele país e ter imposto sanções económicas ao "mais alto nível" contra o regime de Teerão, que os preços dispararam para valores de há quatro anos.
Por agora, as questões comerciais entre os EUA e a China parecem ter passado para segundo plano.
De acordo com o economista-chefe da consultora Eaglestone, Tiago Dionísio, a evolução do preço do crude tem reflectido, acima de tudo, questões de natureza geopolítica e, também, aquelas relacionadas com o equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado mundial, que resultaram do acordo de corte de produção de 1,8 milhões de barris diários pelos países produtores de petróleo, que entrou em vigor em Janeiro de 2017, acordo esse que "finalmente, tem dado os seus frutos". Cumpre-se, assim, a regra mais elementar da lei da oferta e da procura: menos petróleo nos mercados, preços mais altos.

(Leia o artigo na integra na edição 474 do Expansão, de sexta-feira 25 de Maio de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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