Director Carlos Rosado de Carvalho

África e economias emergentes ameaçam a estabilidade global

África e economias emergentes ameaçam a estabilidade global

Se a guerra comercial decretada pelos EUA tem como alvo as economias mais desenvolvidas, quem "paga" o "preço" mais alto são as economias emergentes, alerta a International Strategic Analysis. Numa semana marcada pela cimeira que juntou Trump e Kim Jong-un é de África que surgem os maiores perigos.

Na semana em que os líderes dos EUA e da Coreia do Norte se reuniram numa cimeira histórica em Singapura para a desnuclearização da península coreana e no meio de uma guerra comercial, declarada pelos EUA, a consultora International Strategic Analysis (ISA) vira o foco para África, como "fonte de instabilidade", e para os mercados emergentes, que vivem "dias perigosos".
Numa análise, com o título "Está o tempo a esgotar-se para a economia africana?", a consultora luxemburguesa considera que "parte dos países africanos não consegue garantir um crescimento económico de longo prazo", o que pode tornar o continente "fonte de instabilidade para todo o planeta por falta de empregos e recursos".
A actual crise das migrações é a face mais visível de um fenómeno que, segundo a consultora, tem origem em "profundas divisões internas, má governação ou condições ambientais adversas".
No seu relatório, a ISA aponta cinco prioridades para as economias africanas que, em média, vão crescer abaixo de 4% até 2024, desacelerando face aos 6% ao ano registados entre 2000 e 2014, com o fim dos preços altos das matérias-primas.
Os governos africanos têm de fazer mais para atrair investimento estrangeiro e devem proceder a uma "dramática diversificação das economias" para reduzir a sua exposição aos choques externos e aumentar os níveis de criação de emprego.

(Leia o artigo na integra na edição 477 do Expansão, de sexta-feira 15 de Junho de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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