Director Carlos Rosado de Carvalho

Indicadores colocam Angola longe das metas da Agenda de Desenvolvimento Sustentável

Indicadores colocam Angola longe das metas da Agenda de Desenvolvimento Sustentável
Foto: César Magalhães

É no acesso à alimentação, à habitação e à educação que o jogo se decide, mas é precisamente aqui que Angola apresenta maiores fragilidades, dificultando o cumprimento dos 17 objectivos da ADS, acrónimo de Agenda do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Veja onde estamos e para onde vamos.

Os níveis de base apresentados por Angola em 99 indicadores dos 244 indicadores que vão medir o cumprimento dos 17 objectivos traçados pela Agenda de Desenvolvimento Sustentado (ADS) da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que o País tem um grande desafio pela frente.
Apesar do relatório elaborado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) incluir apenas 40,5% dos indicadores definidos pela ONU para monitorizar o progresso na concretização das metas propostas, o documento revela um atraso estrutural em indicadores base, que torna difícil a concretização de objectivos básicos, como a erradicação da fome, a saúde e ensino de qualidade, água e energia para todos a preços acessíveis e redução das desigualdades sociais e regionais.
Com 48% da população residente em situação de pobreza multidimensional, em 2015, Angola tem 12 anos para reduzir para metade essa proporção (objectivo 1). O caminho aqui não será fácil, tendo em conta que, entre os 10 indicadores que medem o Indice de Pobreza Multidimensional, os que mais pesam em Angola são as privações em anos de escolaridade (16%), seguidos pela frequência escolar (15%) e nutrição (11%), onde os indicadores base são globalmente maus.

(Leia o artigo na integra na edição 483 do Expansão, de sexta-feira 27 de Julho de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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