Director Carlos Rosado de Carvalho

Estaremos a desenvolver autómatos?

Estaremos a desenvolver autómatos?

As empresas de desenvolvimento tecnológico têm nos seus quadros pessoas altamente especializadas nas mais diversas áreas, desde engenheiros até data scientists, passando por algumas outras funções, do mais evoluído em termos de formação que existe. Ou seja, nunca o mundo teve pessoas tão tecnologicamente competentes e em quantidade, até considerável. No entanto, estamos também preocupados em que estes tenham competências sociais? Melhor, será importante termos essa preocupação, ou nem sequer é um tema?

Dado que estes técnicos têm um trabalho que exige um foco absoluto, é normal que se vejam secretárias corridas, preenchidas por computadores e ecrãs de grande dimensão, com estes profissionais sentados a utilizar auriculares nos ouvidos, sem interagir com outros colegas durante longos períodos de tempo. Quando param para descansar ou tomar algo, aí sim, existe alguma interacção. Mas, muitas vezes, apenas com os seus pares, e não com outras pessoas de outras funções e até de outras empresas, quando as primeiras estão localizadas em centros tecnológicos e criativos, sejam hubs ou clusters.

Por outro lado, as empresas que albergam estes profissionais, para criar mecanismos de descompressão e convívio, têm nos seus espaços equipamentos de lazer e entretenimento, como mesas de ping-pong, flippers, playstations, entre outros. Da mesma forma que organizam, com frequência semanal, happy hours e outras formas de as pessoas interagirem. E está absolutamente correcto. Tudo isto é muito importante para estimular o espírito de equipa e trabalhar a retenção dos maiores talentos que as empresas têm.


(Leia o artigo integral na edição 485 do Expansão, de sexta-feira 10 de Agosto de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i