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Angola

Desemprego afecta um em cada dois jovens com idades entre os 15 e os 24 anos

PRIMEIRO INQUÉRITO SOBRE DESPESAS, RECEITAS E EMPREGO EM ANGOLA

A força de trabalho do País é hoje de 12,8 milhões de habitantes, com idades entre os 15 e os 64 anos. Mais de 70 em cada 100 trabalhadores estão no mercado de trabalho informal. A nível nacional, o desemprego aumentou 8,8% e é um flagelo que atinge mais as famílias que vivem nos grandes centros urbanos.

Por cada 100 jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, 52 estavam no desemprego em 2018, o equivalente a 2,1 milhões de pessoas, de acordo com o relatório sobre Despesas e Receitas e Emprego em Angola (IDREA), do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), divulgado na semana passada.

Segundo o documento, existem em Angola 12,3 milhões de pessoas em idade activa, ou seja, com idades entre os 15 e os 64 anos e que constituem mão-de-obra disponível, que pode estar empregada ou desempregada.

Dentro da população activa, pouco mais de 4 milhões pertence ao grupo etário entre os 15 e os 24 anos, sendo que 52,4% não possuía em 2018 qualquer actividade remuneratória, ou seja, estava desempregada. O inquérito do INE revela que, no período entre Março de 2018 a Fevereiro de 2019, 60% dos jovens com idades entre os 18 e 19 anos estavam desempregados, sendo estas idades as mais afectadas pelo desemprego.

O IDREA indica que o desemprego atinge mais as camadas jovens entre os 15 e os 24 anos do que os restantes grupos etários, já que tem uma taxa de desemprego quase duas vezes superior à média nacional, que foi de 28,8%.

Acresce que 24,9% dos jovens do País não trabalham nem estudam, o que equivale a cerca de um milhão de pessoas. Números que preocupam especialistas, que consideram que se estão a criar condições para "a informalidade ou a criminalidade", já que não é expectável que o mercado consiga absorver, nos próximos tempos, toda esta mão-de-obra, pois o País vem de três recessões económicas e este ano as previsões apontam a um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 0,4%, configurando uma estagnação da economia. (...)


(Leia o artigo integral na edição 521 do Expansão, de quarta-feira, dia 26 de Abril de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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