Economista diz que Angola criou classe empresarial e tecido sócio económico em 40 anos
Durante os 40 anos de independência, Angola alavancou o tecido socioeconómico do Estado e criou uma classe empresarial capaz de produzir riqueza para o país e também para o exterior, considerou hoje, em Luanda, o economista Afonso Chipepe.
"Perante todas as dificuldades económicas e da guerra civil prolongada, conseguimos assegurar as condições, tanto de segurança como de vida dos cidadãos", sublinhou Afonso Chipepe, em entrevista à Angop, por ocasião dos 40 anos de independência que o país assinala, em Novembro próximo.
Ao referir-se ao momento em que o país poderá colher os frutos da diversificação da economia, o economista sublinhou que o êxito da diversificação da economia está virado para a especialização da produção, por segmentos e por regiões. É por aí que o país vai conseguir obter êxitos, no futuro, referiu.
Neste domínio, o economista é de opinião que a diversificação da economia é um processo em si, que independentemente dos recursos que o país tem (petróleo), é o objecto principal que sustenta a vida da população, através do Orçamento Geral do Estado (OGE), e deve ser uma constante, em que o governo não deve descurar de engajar o seu foco na produção daqueles bens que nada têm a ver com o petróleo.
"Julgo que devíamos nos concentrar na agricultura e na indústria", vincou.
Na sua opinião, a produção deve ser especializada, por região, isto é, um número determinado de províncias seria responsável pela produção de uma determinada cultura, facilitando, assim, um maior controlo da produção, o seu aumento, em quantidade e qualidade.
A título de exemplo, sublinhou que as províncias do Huambo e da Huíla seriam as responsáveis pela produção de um determinado produto, enquanto Malanje, por uma outra cultura e, assim, sucessivamente.
Tem que se ver a importância do Cuanza Sul, que produz leite e carne e outros produtos , e a este tipo de especialização, juntar-se-iam, também, outros recursos que existem no subsolo, tais como o ferro, o manganês e o ouro.
Entretanto, referiu que "os angolanos devem aproveitar a situação de crise que se vive, como uma oportunidade de cada um desenvolver outras capacidades que possam alavancar a economia nacional".
Angop/Expansão











