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Angola

Estado quer Internet 50% mais barata

Tecnologia

Entrada em operação do Angosat vai ajudar a baixar custos de acesso à Web. Até 2017, penetração de acesso à Net deve passar dos actuais 17% para 20%.

Cerca de 20% dos angolanos deverão ter acesso à Internet em 2017, face aos actuais 17%, com a entrada em funcionamento do primeiro satélite angolano, o Angosat, que irá ajudar a baixar custo para os utilizadores, afirmou o director nacional das Telecomunicações.

O objectivo é baixar preços em 50%. Segundo Eduardo Sebastião, que falava aos jornalistas à margem de um fórum sobre 'Disponibilidade e Qualidade da Internet em Angola', que decorreu na semana passada, em Luanda, a percentagem de utilizadores de Net "ainda não satisfaz o Estado, que pretende aumentar para 20% a taxa".

O director lembrou que há países em África com taxas de penetração na ordem dos 50%, sendo intenção do Executivo "igualar" este indicador, e sublinhou que tem havido melhorias na qualidade e disponibilidade de Internet no País, graças à construção de infra-estruturas tecnológicas por todo o território.

"Em 1990, quando a Internet chegou a Angola, navegávamos ao ritmo de 256 KB por segundo. Actualmente, navegamos com 2 MB por segundo", frisou. Segundo o director, no final de Outubro passado, Angola tinha mais de 4 milhões de utilizadores de Internet, ou seja, 17,47% da população, estimada em 24 milhões de habitantes pelo último Censo, realizado em Maio de 2014.

Custos devem baixar

De acordo com dados da União Nacional das Telecomunicações (UNT), em Agosto de 2013, apenas 10% da população tinha acesso à Internet, abaixo da média da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Os meios mais usados pelos angolanos para acederem à Web são computadores e telemóveis, sendo consensual que é necessária a redução dos custos dos equipamentos e serviços, bem como a promoção dos acessos e da capacitação das pessoas para utilizarem cada vez mais as novas tecnologias. Eduardo Sebastião sublinhou que o Instituto Nacional de Comunicações (INACOM) tem registadas cerca de 30 empresas provedoras de serviços de Internet autorizadas, com realce para Angola Telecom, Ms-Telcom, Startel e Tvcabo, além das operadoras móveis.

"A Unitel surge com mais de 3 milhões de subscritores, e a Movicel ,com aproximadamente 700", revela. No encontro, foram avaliadas questões ligadas à qualidade do serviço e disponibilidade da infra-estrutura, a par da penetração de Internet no País e infra-estruturas de acesso.

Questionado sobre o custo da Internet em Angola, o director admitiu que há países na SADC onde é inferior, mas garantiu que o Estado "pretende baixar 50 %" a tarifa. O presidente da Associação Angolana de Provedores de Serviços de Internet (AAPSI) Silvo Cabral, sublinhou que a Internet em Angola "está a passar por uma grande e fundamental mudança" que deriva do facto de, desde 2012, estar em curso a transição do protocolo IPv4 para IPv6, que permite, nomeadamente, o aumento exponencial do número de endereços.

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