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Economia

Cada litro de gasolina na província do Zaire custa mais 18,7% que o preço oficial

Economia

O problema é antigo e cíclico, pois o mercado nacional tem os preços do combustível mais baixo da região SADC e os contrabandistas e especuladores ficam à espreita.

O preço oficial subvencionado da gasolina é de 160 Kz/litro, mas na província do Zaire a gasolina está a ser comercializada a 190 Kz/litro nos postos de abastecimentos, durante este primeiro mês do ano por causa da alta procura e o contrabando que atiram o preço para 18,7% (+30 Kz) a mais do preço oficial. Apesar de haver um preço fixo nos postos de abastecimento os trabalhadores insistem em especular o preço 30 Kz acima do preço oficial da gasolina.

Tudo porque a procura de combustível naquela região é considerável por existir redes de contrabando bem estruturadas e atentas a qualquer brecha para comprarem a um preço acima do estabelecido e revenderem para o país fronteiriço, a República Democrática do Congo (RDC), que é o principal destino. O preço real de cada litro de gasolina é de 375 Kz e do gasóleo é de 381 Kz, ou seja, o Estado, através da Sonangol, subvenciona 215 Kz para a gasolina e 246 para o gasóleo.

Com esta subvenção, o País tem os preços de combustíveis mais barato da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), o que atrai os contrabandistas ao mercado. Por exemplo, a gasolina é vendida no RDC num valor equivalente a 640 Kz, doutro modo, é quatro vezes mais alto que no País. O problema é antigo e cíclico, assim como as tentativas para travar estas especulações, mas os resultados parecem não chegarem definitivamente.

Em termos práticos, os contrabandistas compram nos postos de abastecimento em recipientes de 20 litros ou em depósitos de carros adaptados para estes tipos de crimes e depois são transportados para a República Democrática do Congo.

A situação "obrigou" os membros da Comissão Provincial de Coordenação Judicial da província do Zaire a recomendarem responsabilização criminal dos funcionários dos postos de abastecimento de combustíveis que cobram preços especulativos, assim como solicitaram à Sonangol o fornecimento de combustível equitativo em diferentes postos de abastecimento da Província, segundo a Angop. A ideia do Executivo era de reduzir o contrabando com o aumento gradual nos preços, tal como recomendou Fundo Monetário Internacional (FMI), mas o governo tem adiado.