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Economia

BNA mantém ciclo de desaperto e antecipa inflação de 13,5% e PIB de 3,5%

BANCO CENTRAL CORTA 1,0 PONTO PERCENTUAL NA TAXA DE JUROS PARA 17,5%

Já eram esperados cortes nas taxas de juros, tendo em conta a desaceleração consistente da inflação no último ano, que continua abaixo das taxas de juros directoras do banco central, o que dá espaço para alívios da política monetária do banco central.

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu, esta semana, desapertar a política monetária pela terceira vez consecutiva, ao cortar 1,0 ponto percentual (p.p) nas taxas de juros, naquela que foi a primeira sessão ordinária do ano. Este é o nono desaperto da política monetária desde 2014.

E na base está "desaceleração consistente da inflação, que em Dezembro superou o objectivo definido para 2025, bem como pela perspectiva de manutenção desta tendência nos próximos meses". Só para se ter uma ideia, a taxa inflação homóloga fixou-se em 15,7% em Dezembro de 2025, o valor mais baixo dos últimos 26 meses, quando em Janeiro do ano passado estava à volta dos 26,5%. A inflação homóloga está a cair desde Julho de 2024, o que significa que os preços continuam a subir, mas a um ritmo menos acelerado do que no ano passado.

"A redução da inflação resultou essencialmente no aumento da oferta de produtos de amplo consumo, da melhoria das condições monetária, reflectidas no controlo da liquidez e na sua adequação à actividade económica, bem como da estabilidade cambial observada ao longo do ano", justificou Tiago Dias, governador do BNA.

Assim, o banco central, reduziu a taxa de juros directora (taxa BNA) em 1,0 pontos percentuais para 17,5% face aos 18,5% anteriormente definidos, bem como as taxas de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez de 19,5% para 18,5%, e manteve a Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez nos 16,5%.

Entretanto, já eram esperados cortes nas taxas de juros, tendo em conta a desaceleração consistente da inflação, que continua abaixo das taxas de juros directoras do banco central, o que dá espaço para alívios da política monetária. Essa redução não só deve dinamizar um pouco mais o mercado monetário interbancário, como também pode afectar positivamente as taxas de juros para crédito à economia.

Inflação de 13,5% e PIB de 3,5%

Este cenário levou o BNA a projectar uma taxa de inflação de 13,5% para 2026, em linha com as previsões do Governo que no Orçamento Geral de Estado para este ano aponta a uma taxa de 13,7%.

O FMI é ainda mais optimista e aguarda por uma taxa de 13,4%. Estas projecções, segundo o Governo, devem-se à trajectória de desaceleração da taxa de inflação que, no seu entender, deve-se manter ao longo do ano. Já em termos de desempenho da economia nacional, o banco central projecta um PIB de 3,5% para o final deste ano, suportados pelo crescimento de 4,5% do sector não petrolífero e a retoma da actividade do sector petrolífero que deverá crescer em 1,1%.

O Governo é mais optimista ao esperar um crescimento do PIB na ordem de 4,2%, composto por um aumento de 1,1% do sector petrolífero e 4,7% do sector não petrolífero. O FMI é mais pessimista quanto a 2026, ao apontar que a economia angolana deve crescer apenas 2,1% este ano.

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