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Economia

Luvo pode tornar-se plataforma estratégica para o comércio regional, defende Eugénio Fernandes

DIRECTOR DA DIRECÇÃO NACIONAL PARA A ECONOMIA DAS CONCESSÕES

O desenvolvimento de infra-estruturas logísticas no Luvo, na fronteira entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC), representa uma oportunidade estratégica para impulsionar o comércio formal, atrair investimento em logística e serviços de apoio e reforçar a integração económica regional.

A defesa foi feita por Eugénio Fernandes, director da Direcção Nacional para a Economia das Concessões, durante a sua intervenção no II Fórum Transportes e Logística do Expansão, dedicada ao tema "Corredores Logísticos e de Desenvolvimento".

Segundo o responsável, o Luvo assume um papel estratégico por constituir um dos principais pontos de ligação terrestre entre Angola e a RDC, funcionando como corredor privilegiado para o escoamento de mercadorias e para a dinamização das trocas comerciais na região.

Neste contexto, considerou que a criação de um posto transfronteiriço moderno poderá aumentar significativamente a eficiência dos fluxos logísticos, reduzindo os tempos de travessia, simplificando os procedimentos aduaneiros e reforçando a segurança das operações comerciais.

"A implantação de um posto transfronteiriço moderno tende a reforçar significativamente a eficiência dos fluxos logísticos, reduzindo tempos de travessia, melhorando os procedimentos aduaneiros e aumentando a segurança das operações comerciais", afirmou.

Eugénio Fernandes destacou ainda que a localização do Luvo lhe confere um elevado potencial para se afirmar como plataforma de distribuição regional e de apoio ao transporte rodoviário internacional, beneficiando da proximidade a importantes centros urbanos e comerciais.

O responsável sublinhou igualmente a importância das ligações ferroviárias e rodoviárias ao interior do País. A ligação directa a Luanda, explicou, facilita o acesso ao principal centro económico e consumidor de Angola, enquanto a conexão com Malanje reforça o escoamento da produção agrícola e industrial, promovendo uma maior integração das cadeias logísticas nacionais.

Na sua intervenção, defendeu que a interligação das três linhas ferroviárias - Luanda, Benguela e Moçâmedes -, associada ao desenvolvimento de plataformas logísticas nas zonas fronteiriças, poderá transformar Angola num eixo de circulação de mercadorias entre o interior da África Austral e os portos do Atlântico, aumentando a competitividade do País como plataforma regional de transporte e logística.

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