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Economia

Mercados divididos entre ganhos e riscos

SEMANA DE 30 DE SETEMBRO A 07 DE OUTUBRO

O petróleo mantém uma evolução divergente, condicionado pelas tensões no Médio Oriente e pelos riscos para a oferta. Os mercados accionistas avançaram em terreno positivo, enquanto o euro e o ouro recuaram.

o longo dos últimos sete dias, os preços do petróleo mantiveram uma evolução divergente pela segunda semana consecutiva, com o WTI a valorizar 0,69%, para 90,02 USD por barril, enquanto o Brent recuou 0,73%, embora tenha permanecido acima dos 100 USD por barril.

A trajectória dos preços continuou a reflectir as incertezas em torno dos fluxos de crude no Médio Oriente e os riscos de novas perturbações no abastecimento, num contexto marcado pela persistência das tensões geopolíticas na região. No início da semana, as perspectivas apontavam para uma melhoria da oferta, sustentada pela recuperação dos fluxos de crude provenientes do Médio Oriente e pela mobilização das reservas globais.

Os fluxos de crude da região recuperaram para cerca de 80% dos níveis registados antes do conflito, enquanto aproximadamente 12 milhões de barris por dia e 2 milhões de barris de produtos refinados terão sido expedidos da região por via marítima nos últimos sete a dez dias. A Arábia Saudita informou estar a transportar cerca de 6 milhões de barris por dia através do oleoduto Leste-Oeste, enquanto o G7 acordou uma libertação coordenada de 100 milhões de barris de petróleo e produtos refinados das reservas de emergência. Ainda assim, os recentes ataques a navios no estreito de Ormuz mantêm elevados os riscos de novas perturbações no abastecimento.

Do lado da produção, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados decidiu, na reunião de 4 de Outubro, manter inalteradas as metas de produção para Novembro, prolongando, pelo segundo mês consecutivo, a pausa no aumento da oferta. O grupo continua igualmente a manter cerca de 2 milhões de barris por dia em cortes de produção até ao final do ano, após ter concluído, em Setembro, a reposição de 1,65 milhões de barris por dia de cortes voluntários anteriormente retirados do mercado.

Neste contexto, a Agência de Informação Energética dos EUA reviu em alta a previsão para o preço do Brent no quarto trimestre, para uma média de 105 USD por barril, reflectindo a conjugação entre os riscos de perturbação do abastecimento e as limitações à expansão da oferta. Nos mercados accionistas, registou-se um desempenho positivo ao longo da semana. O índice STOXX Europe 600 valorizou 0,17%, para 632,44 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,25%, para 7.722,72 pontos. A evolução favorável dos mercados foi impulsionada sobretudo, pelo optimismo em torno dos investimentos em inteligência artificial e pelas perspectivas favoráveis para os resultados empresariais, num contexto de alívio das taxas de rendibilidade da dívida soberana e de recuo dos preços do petróleo.

No mercado cambial, o euro desvalorizou 1,28% face ao dólar norte-americano na última semana, para 1,12 EUR/USD. Desde o início do ano, a moeda única acumula uma perda de 4,67%. Esta evolução reflecte a maior procura pelo dólar enquanto activo de refúgio, num contexto de incerteza em torno dos preços da energia e de expectativas de uma política monetária mais restritiva nos EUA.

Nos mercados de metais preciosos, o ouro recuou 1,56% na última semana, para 4.117,03 USD por onça, acumulando uma perda de 4,68% desde o início do ano. O desempenho reflectiu sobretudo, a valorização do USD, que se sobrepôs à procura de ouro por parte dos bancos centrais.

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