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Combustíveis valem apenas 14,3% da produção na Refinaria de Cabinda

UM ANO DEPOIS DA INAUGURAÇÃO

A Gemcorp assegura que estão a ser efectuados os estudos técnicos associados à segunda fase do projecto, com conclusão prevista para Novembro de 2026, e início das obras até ao início do terceiro trimestre de 2027. Prevê acrescentar 30.000 barris/dia, elevando a capacidade total instalada para 60.000 barris e está avaliada em aproximadamente 700 milhões USD.

Um ano depois da inauguração oficial da primeira fase da Refinaria de Cabinda, que aconteceu a 1 de Setembro do ano passado, a unidade industrial de produção de refinados detida pela Sonangol (10%) e pela Gemcorp (90%) processou um total de 770 mil barris de petróleo, sendo que apenas 110 mil barris (14,3%) foram utilizados para transformar crude em gasóleo.

Segundo as informações enviadas ao Expansão pela Refinaria de Cabinda, os restantes 660 mil barris processados entre 11 de Março de 2026, data que marca o início da operação comercial, e Julho, foram destinados à produção de nafta (165 mil barris) e HFO (Heavy Fuel Oil ou óleo combustível pesado, em português), com 406 mil barris.

Entre o total produzido, foram comercializados 308.269 barris de produtos derivados, com o gasóleo a representar apenas 43.119 barris (14%), que foram distribuídos na província de Cabinda. Os restantes 265.150 barris foram destinados à exportação de nafta (72.042) e HFO (193.108). A nafta é uma matéria-prima utilizada principalmente na indústria petroquímica, enquanto o HFO é usado maioritariamente como combustível para embarcações.

A unidade industrial também produziu combustível para a aviação (Jet A1), com cerca de 15 mil barris desde Março, segundo a Refinaria de Cabinda, que não apresentou dados comerciais sobre este segmento. "O importante a salientar na Refinaria de Cabinda é que com esta primeira fase produz-se fuel de exportação e pouca quantidade de produtos para uso nacional", sublinha José Oliveira, especialista em energia e investigador do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola.

Depois da inauguração oficial, no dia 1 de Setembro de 2025, a refinaria entrou em período de testes em Fevereiro de 2026, com a primeira exportação a acontecer no dia 16 de Março... Leia o artigo integral na edição 892 do Expansão, sexta-feira, dia 04 de Setembro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais

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