Integração tardia das regras de segurança e conformidade pode comprometer projectos tecnológicos
A Finastra, em parceria com a Innovation Makers e a Teciem, reuniu, esta quarta-feira, representantes do sector bancário, especialistas em tecnologia financeira e responsáveis pela transformação digital no Angola Reimagine Banking Forum, realizado em Luanda. Sob o tema "Reimagine Banking: Adapt. Evolve. Thrive.", o encontro debateu os desafios da modernização da banca, com destaque para a necessidade de conciliar inovação tecnológica, exigências regulamentares e eficiência operacional.
Durante o fórum, o CEO da Pay4all, Nuno Veiga, defendeu que as equipas responsáveis pela segurança, gestão de risco e conformidade regulamentar devem participar nos projectos bancários desde a fase inicial, em vez de serem envolvidas apenas nas etapas finais do desenvolvimento.
Segundo o responsável, a integração antecipada destas competências nos modelos operacionais permite evitar desperdícios de tempo e recursos em protótipos e serviços de consultoria que acabam, posteriormente, bloqueados por exigências regulamentares.
Já o responsável pela área de Tesouraria e Mercados de Capitais do Access Bank Angola, Frederico Lourenço, considerou que o aumento da inclusão financeira exige maior abertura do mercado à entrada de novos intervenientes, bem como a adopção de tecnologias mais acessíveis.
Na sua perspectiva, a diversificação dos fornecedores de tecnologia e o desenvolvimento de soluções ajustadas às necessidades concretas dos cidadãos constituem caminhos para ampliar a bancarização em Angola.
Transformação digital: os desafios da modernização da banca em Angola
A transformação digital do sector bancário exige mais do que a introdução de novas tecnologias. A modernização das infra-estruturas, a continuidade operacional, o cumprimento das exigências regulamentares e a gestão dos riscos associados à mudança estiveram entre os principais temas em debate.
Neste contexto, o fórum centrou-se na necessidade de converter as prioridades de modernização em estratégias concretas, sustentáveis e ajustadas à realidade do mercado angolano.
Um dos temas em destaque foi a aplicação da Inteligência Artificial generativa aos modelos de negócio bancários, com enfoque nas utilizações práticas e nas condições necessárias para uma adopção responsável. A qualidade dos dados, a robustez dos sistemas e a governação tecnológica foram apontadas como factores relevantes para a implementação destas soluções.
A agenda incluiu igualmente uma análise do panorama bancário angolano, com destaque para os desafios regulamentares, a eficiência operacional e as oportunidades de modernização. A gestão do risco, da liquidez e da rentabilidade das instituições financeiras também integrou os assuntos em discussão.
A iniciativa procurou combinar a experiência internacional da Finastra em tecnologia e soluções bancárias com o conhecimento do mercado angolano e a capacidade de execução local da Innovation Makers, bem como a especialização da Teciem nas áreas de tesouraria, mercados de capitais e gestão de liquidez.
Entre os participantes anunciados estiveram Siobhan Byron, vice-presidente executiva para a área de Universal Banking da Finastra; Rudy Kawmi, vice-presidente da mesma unidade de negócio para o Médio Oriente, África e Ásia-Pacífico; Nuno Veiga, CEO da Pay4all; Frederico Augusto Viriato Lourenço, responsável pela área de Tesouraria e Mercados de Capitais do Access Bank Angola; e Mário Ferreira do Nascimento, presidente do Conselho de Administração da Associação Angolana de Bancos (ABANC).











