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Grande Entrevista

"Na sociedade háo apego à cadeira. Vontade de permanecer o máximo de tempo no cargo ou posição"

MARIA SIBINGO | DIRECTORA DA LIO BUSINESS SOLUTIONS

Consultora de desenvolvimento estratégico, Maria Sibingo defende a necessidade das organizações terem os colaboradores no centro das estratégias, apostando na formação, e líderes que servem sem receio, num mercado em transformação, onde a educação precisa melhorar os seus indicadores para sustentabilidade das pessoas e desenvolvimento do País.

Hoje o progresso do capital humano está na ordem do dia. Neste sentido, o que é ser um bom líder para o desenvolvimento ou sucesso de uma organização?

A figura do líder vai se transformando ao longo dos tempos, principalmente com as necessidades do mercado e com o que as próprias gerações vão exigindo. Vivemos um momento em que é expectável que os líderes actuem numa posição em que eles se coloquem como servidores. Mas isso não invalida outros aspectos que são igualmente importantes dentro do exercício da liderança. Um líder precisa essencialmente ter uma visão muito clara para onde pretende levar aquele negócio ou aquela instituição. E quando tem esta clareza, consegue passar estas directrizes para a sua equipa.

Isto basta?

Precisa também ter clareza de propósito. Este é um tema polémico, actualmente, porque banalizou-se essa ferramenta que é tão poderosa no seio organizacional e corporativo. Quando o líder consegue comunicar, ter clareza, e comunicar o porquê da existência da organização, mais facilmente consegue gerar um motivo para a acção. Motivação é dar um motivo para percorrer um determinado caminho e este é essencialmente o papel do líder. O líder dá a visão, comunica o propósito, e faz com que as pessoas abracem esse propósito. O líder também é aquele que é capaz, a partir do seu exemplo, treinar, transmitir conhecimento, e garantir que as pessoas façam o que precisa ser feito todos os dias.

Pessoas que têm a ambição de ser líderes são atraídas muitas vezes pelo cargo, pela po sição...

A liderança tem um factor muito mais importante do que simples mente exercer um determinado título. Ou pelo menos assim deve ria ser. Um líder deve se posicio nar no lugar de quem serve, de quem entrega. O líder não precisa de saber fazer tudo, mas precisa ter consciência do porquê que es tamos aqui. O que queremos al cançar. E o seu papel é facilitar o trabalho da sua equipa. Permitir que a equipa consiga se desenvol ver, entregar resultados, e exter nalizar os seus talentos. Muito mais do que entregar resultados, penso que a missão do líder é efec tivamente consolidada quando consegue formar outros líderes. Isso só será possível se ele se colo car na posição de servidor.

Pessoas que têm a ambição de ser líderes são atraídas muitas vezes pelo cargo, pela po sição...

A liderança tem um factor muito mais importante do que simplesmente exercer um determinado título. Ou pelo menos assim deveria ser. Um líder deve se posicionar no lugar de quem serve, de quem entrega. O líder não precisa de saber fazer tudo, mas precisa ter consciência do porquê que estamos aqui. O que queremos alcançar. E o seu papel é facilitar o trabalho da sua equipa. Permitir que a equipa consiga se desenvolver, entregar resultados, e externalizar os seus talentos. Muito mais do que entregar resultados, penso que a missão do líder é efetivamente consolidada quando consegue formar outros líderes. Isso só será possível se ele se colocar na posição de servidor.

Consegue ver isso no nosso mercado de trabalho?

Estamos no caminho. Hoje, felizmente, já temos aqui diversas empresas, instituições, que oferecem e disponibilizam para o mercado ferramentas e treinamento para as lideranças. Temos diversos fóruns, acesso a muito mais conhecimento, mas ainda estamos no caminho. Ainda existem muitos paradigmas que precisam ser quebrados. Viemos de uma herança cultural muito forte. As gerações dos que hoje têm até 35/40 anos de idade, ainda foram lideradas por líderes autocráticos. Aqueles que impõem mais a sua opinião e a sua visão. É preciso fazer esta ruptura cultural.

Alterar a forma de liderar?

Pelo menos já abrimos a nossa mente sobre a necessidade de capacitação e busca de novos conhecimentos. Precisamos de um ponto de viragem para sairmos do que falamos para o que efectivamente precisamos de fazer. Os líderes vão para a salas de aulas, aprendem, recebem muitas ferramentas, mas quando chega a fase de execução, de implementar, do "Walk the talk", este é o verdadeiro desafio que as organizações ainda enfrentam.

O que impede a implementação?

Primeiro, mentalidade. Quando estamos habituados a replicar o mesmo comportamento, vezes sem conta, fazer a mudança é mais desafiante. Requer aqui uma força de vontade, uma mentalidade aberta de experimentar o novo e perceber que, a partir do novo, se pode alcançar resultados diferentes. O outro factor que não podemos ignorar é...

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