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Opinião

A ética | O grito da ministra das Finanças

CONVIDADO

Estamos a reclamar para que nos sintamos orientados pela ética como uma bússola, que nos direccionará a bom porto sem prejuízos entre as pessoas. Ouvimos a voz da ministra a apelar aos clientes com direitos de crédito do Estado, a não se deixarem levar na cantiga dos mixeiros, apertando o cerco às práticas indecorosas. Fazemos figas que assim seja para desencorajar os mixeiros, tanto os de dentro como os de fora, sem atalhos para este tipo de comportamento e conduta.

À medida que vamos marcando passos na evolução do nosso sistema financeiro angolano, urge a necessidade de regulamentar para um entrosamento de todos os intervenientes, buscando uma base de ajustamento e convergência. Isto exige um growth mindset, da nossa parte, para atingirmos um denominador comum: a ÉTICA.

Definida de forma diversificada; para uma vida profissional, para uma vida espiritual, para a família em casa, e para os negócios. Mas, ética é ética. Todo aquele que deseja ser ético tem de viver segundo um único padrão, em todas as esferas da sociedade. A ética é o desafio de fazer o que é certo, quando isto custar mais do que aquilo que queremos. Envolve acção e não apenas um tópico para reflexão ou debate. A importância da ética está exatamente no discernimento do que é certo e o do que é errado enquanto indivíduos e sociedade.

Apelo ao cumprimento da ética

É importante que possamos reconhecer este grito que vem da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, na Economia sem Makas. Para alcançar este desiderato, tem de se passar das palavras à acção, desestruturar a base causadora das irregularidades do processo, como se de uma máfia implantada se tratasse.

Esta ética sacrificada a favor do conflito de interesses, do nepotismo, bajulação, compadrio, deve ser recuperada e combatida, em desfavor dos interesses subjectivos, e que nos fazem lembrar dos casos históricos da Enron (A Enron Corporation foi uma gigante de energia americana com sede em Houston que faliu em Dezembro de 2001, após a revelação de uma das maiores fraudes contábeis da história), WorldCom (descoberto em Junho de 2002 na WorldCom, então a segunda maior empresa de telefonia de longa distância dos Es tados Unidos), Adelphia Communications, (empresa americana de televisão por cabo), afectada por escândalos, que deixaram a sociedade indignada.

Ética como uma bússola direccional

Actualmente vamos fazendo negócios de maneira formal ou informal, sem observar princípios regulatórios que orientam toda a actividade e fazemos escolhas antiéticas, tidas como escolhas indesejáveis ou desagradáveis que ferem a prática moral, quando não se quer perder para conquistar coisas e alcançar sucesso ou racionalizar as escolhas com relativismo.

Estamos a reclamar para que nos sintamos orientados pela ética como uma bússola, que nos direccionará a bom porto sem prejuízos entre as pessoas. Ouvimos a voz da ministra a apelar aos clientes com direitos de crédito do Estado, a não se deixarem levar na cantiga dos mixeiros, apertando o cerco às práticas indecorosas. Fazemos figas que assim seja para desencorajar os mixeiros, tanto os de dentro como os de fora, sem atalhos para este tipo de comportamento e conduta.

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