Ciências e tecnologias espaciais abrem porta a cursos alinhados à economia
A entrada em funcionamento de novos cursos faz parte do processo de actualização de currículos que procura integrar a digitalização, sustentabilidade, empreendedorismo e competências transversais, com destaque para áreas prioritárias das Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática (STEM).
A Universidade Agostinho Neto (UAN) e a Universidade de Luanda (UniLuanda) assinaram um acordo com o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) para arrancar com formação graduada e pós-graduada nas ciências e tecnologias espaciais, uma iniciativa que abre portas a cursos do ensino superior que estejam alinhados ao desenvolvimento económico do País.
O acordo, assinado pelo director-geral do GGPEN, Zolana João, e pelos reitores das Universidades Agostinho Neto e de Luanda, Pedro Magalhães e Alfredo Buza, estabelece as bases não apenas para a criação de cursos de licenciatura e pós-graduação, mas para introduzir as componentes de especialização, incluindo experimentos práticos e de curta duração relacionados com o sector espacial.
Integrado nas áreas de conhecimento das STEAM - Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática, as ciências e tecnologias espaciais permitem o estudo de observação da terra, telecomunicações por satélite, sistemas de informação geográfica, inteligência artificial, ciência de dados, electrónica e outras tecnologias emergentes, consideradas bons aliados do desenvolvimento económico. Em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), o ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), Albano Ferreira, explicou que a entrada em funcionamento de novos cursos faz parte do processo de actualização de currículos que procura integrar a digitalização, sustentabilidade, empreendedorismo e competências transversais, com destaque para áreas prioritárias do STEM.
"O processo de harmonização curricular vai trazer novas possibilidades de formação, também para os cursos considerados excedentários (Filosofia e Sociologia), embora não sejam considerados para o desenvolvimento económico nos domínios essenciais e prioritários. Estamos com um défice nas áreas das ciências tecnológicas, ciências e matemática, o garante fundamental para o desenvolvimento infraestrutural do país", disse.
Cursos não alinhados à economia perdem influência
Os cursos que pertencem ao domínio da formação excedentária por falta de inserção profissional vêm perdendo espaço de influência no subsistema de ensino superior, como são os cursos de filosofia e sociologia, considerados excedentários, afirmou o ministro da tutela, Albano Ferreira...











