Saltar para conteúdo da página

Logo Jornal EXPANSÃO

EXPANSÃO - Página Inicial

Logo WeekendWeekend

"Queremos que a nossa música chegue além-fronteiras, mas não investimos"

DIMBO MAKIESSE | PIANISTA E MENTOR DO FESTIVAL ANGOJAZZ

Dimbo Makiesse, pianista e mentor do Festival Internacional Angojazz, critica a falta de espaço para géneros musicais menos comerciais e defende uma maior diversidade na divulgação da música nacional. Defende mais investimento na cultura, maior apoio aos artistas e uma estratégia de internacionalização capaz de transformar a música angolana num instrumento de promoção do País.

Está tudo a postos para a realização da 5.ª edição do Festival Internacional Angojazz, que decorre de 22 a 25 de Outubro?

Estou numa correria porque, além de organizar o Festival Internacional Angojazz, também faço a gestão da Bienal de Luanda, a realizar-se nos dias 22 e 23 de Outubro do corrente ano. Assim que terminar a Bienal, seguimos para o Festival. Muitos dos músicos que estarão na Bienal também irão participar no Festival, e os rostos desta edição são o músico Lokua Kanza, a contrabaixista norte-americana Endea Owens e a sua banda. Teremos também o trio italiano conhecido por P.A.F., composto por Paolo Fresu, Antonello Salis e Furio Di Castri, que vai encerrar o Festival.

Quais são as principais novidades desta edição em relação às anteriores?

Pela primeira vez, faremos a abertura do Festival no Epic Sana, que é considerado um espaço de elite por ser mais restrito, onde os bilhetes custam entre 30 e 70 mil kwanzas. A seguir, vamos para o Largo das Famílias, em Talatona, um espaço aberto onde os bilhetes variam entre 2 e 10 mil kwanzas. Pela primeira vez, temos um patrocinador oficial, que é a Refriango, que nos apoiou com grande parte das despesas. O Ministério da Cultura, as embaixadas, as instituições públicas e privadas e outras entidades também nos apoiaram. Mas devo admitir que sempre tivemos dificuldades financeiras para realizar o Festival.

Quais são os músicos nacionais e internacionais convidados para esta edição?

Para o primeiro dia, escolhemos o jazz standard, porque traz músicas antigas, como as de Louis Armstrong, Nat King Cole ou Pat Metheny, que mostram a essência do jazz. Mas o destaque será Lokua Kanza, que vem com a sua banda e fará a abertura do Festival. Já no segundo dia, começaremos com os concertos individuais por países.

Que balanço faz do percurso do AngoJazz desde a sua criação até à quinta edição?

Nós crescemos de forma exponencial. Começámos em 2022, e a 1.ª edição foi no Hotel Fórum, com o saxofonista belga Julien Hucq, que regressa nesta edição para testemunhar a evolução do Festival, traz consigo o contrabaixista Jean- -Louis Rassinfosse que está agora com 76 anos e afirmou que esta seria a sua última viagem a África, mas a primeira a Angola. Entretanto, realizámos o Festival Nacional Angojazz em Abril e agora vamos realizar o Festival Internacional, com o número de participantes a superar o das edições passadas.

Quais são os músicos e países que participam frequentemente no Festival Internacional Angojazz?

Na primeira edição, tivemos simplesmente a presença da Bélgica. Na segunda, tivemos a Bélgica, França e Cuba; na terceira, tivemos a Alemanha e recebemos pela primeira vez Lokua Kanza, que é um dos padrinhos do Festival, além de Jerónimo Belo, que é o mentor. Temos vários padrinhos, mas a ligação de Lokua Kanza com o povo angolano, a sua musicalidade, a presença da guitarra e a força interna da mensagem fazem-nos reviver os pioneiros dos clássicos angolanos, como David Zé e Rui Mingas, entre outros, que sempre primaram pela mensagem.

Leia o artigo integral na edição 898 do Expansão, sexta-feira, dia 16 de Outubro de 2026, em papel ou versão digital com pagamento em kwanzas. Saiba mais aqui

Logo Jornal EXPANSÃO Newsletter gratuita
Edição da Semana

Receba diariamente por email as principais notícias de Angola e do Mundo