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Carências na educação e na saúde colocam em risco 64% da produtividade das novas gerações

Carências na educação e na saúde colocam em risco 64% da produtividade das novas gerações
Foto: César Magalhães

O Banco Mundial criou um indicador para medir o nível de desenvolvimento do capital humano de um país e Angola ficou a 10 lugares do fim do ranking.

Quanto atingir a maioridade, aos 18 anos, uma criança angolana nascida hoje terá apenas 36% do total de produtividade laboral que poderia ter se tivesse condições plenas de saúde e de educação. A conclusão é do Índice de Capital Humano (ICH) lançado pelo Banco Mundial, que atribui ao País um índice de 0,36 (numa escala de 0 a 1) e a posição 147, a apenas 10 lugares do final do ranking.

O ICH, apresentado a 11 de Outubro, na Indonésia, é calculado com base em cinco indicadores de saúde e educação que, de acordo com o Banco Mundial, condicionarão a produtividade futura de cada indivíduo: sobrevivência infantil até aos 5 anos, anos de escolaridade esperados, qualidade da aprendizagem, crescimento saudável e taxa de sobrevivência dos adultos.

No caso de Angola, o relatório conclui que 92 em cada 100 crianças sobrevivem até aos 5 anos e terão em média 7,9 anos de escolaridade até aos 18 anos. No entanto, na avaliação da qualidade da aprendizagem através de testes harmonizados, os estudantes obtêm apenas 326 pontos numa escala entre 300 e 625, o que equivale a uma escolaridade efectiva de 4,1 anos. (...)


(Leia o artigo integral na edição 495 do Expansão, de sexta-feira 19 de Outubro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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