Director Carlos Rosado de Carvalho

Quantum Global gere dois mil milhões USD em activos do BNA

Quantum Global gere dois mil milhões USD em activos do BNA
Foto: D.R.

Cerca de 63% encontram-se depositados numa conta do BNA domiciliada numa instituição financeira custodiante, 33% estão investidos em activos em nome do BNA e 4% estão domiciliados em contas da própria Quantum Global Wealth Management AG abertas em nome do BNA, diz o relatório e contas do banco central.

O Grupo Quantum Global, o gestor de activos que a nova administração do Fundo Soberano de Angola quer "despedir", está a gerir quase dois mil milhões USD das reservas internacionais do Banco Nacional de Angola (BNA), de acordo com o relatório e contas 2017 do banco central.

É a primeira vez que o banco central reconhece publicamente que tem um contrato de gestão de activos com a empresa fundada e presidida pelo suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais.

A confirmação surge depois de os auditores externos terem questionado o BNA sobre o impacto nas suas demonstrações financeiras da ordem de congelamento de fundos de empresas ligadas ao Quantum a nível mundial. A ordem foi emitida por um tribunal inglês, no âmbito de um processo iniciado pelo Fundo Soberano de Angola visando resgatar os fundos sob gestão do grupo de Bastos Morais.

"Os factos mencionados [congelamento das contas da Quantum] não têm impactos significativos nas demonstrações financeiras do BNA", uma vez que os fundos geridos pela Quantum Global Wealth Management AG, equivalentes a 319,3 mil milhões Kz, se encontram "investidos em activos cotados em mercado e com elevado grau de liquidez.

Do total gerido pela Quantum, cerca de 63% encontram-se depositados junto de uma conta de custódia do BNA domiciliada numa instituição financeira custodiante, 33% estão investidos em activos registados em nome do BNA e apenas o remanescentes 4% estão domiciliados em contas da Quantum Global Wealth Management AG abertas em nome do BNA domiciliadas em países diferentes dos que a referida entidade está a ser alvo de investigação". (...)

(Leia o artigo integral na edição 497 do Expansão, de quinta-feira, dia 1 de Novembro de 2018, em papel ou versão digital. Saiba mais aqui)

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