Director Carlos Rosado de Carvalho

Preço do crude continua a resvalar

Preço do crude continua a resvalar

Um dos factores que explica o fenómeno foi o facto de os EUA terem permitido que a China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan, Japão, Grécia, Itália e a Turquia mantivessem as suas importações de petróleo iraniano.

Os preços do petróleo, nos últimos meses, foram fortemente influenciados pelas expectativas referentes às sanções que seriam aplicadas ao Irão, podendo vir a retirar do mercado uma porção significativa do país cujas exportações atingiram 2,8 milhões de barris por dia (Mbpd) em Abril. Apesar destes receios que elevaram, no início do mês de Outubro, o preço do barril para valores superiores a 85 USD, o efeito da entrada das sanções, nesta segunda-feira, não coincidiu com o esperado.

O Brent continuou a resvalar, tendo atingido os 71 USD. Um dos factores que explica o fenómeno foi o facto de os EUA terem permitido que a China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan, Japão, Grécia, Itália e a Turquia mantivessem as suas importações de petróleo iraniano.

Os EUA têm como objectivo reduzir para zero as exportações iranianas, contudo uma redução abrupta poderia levar a aumentos dos preços do petróleo e, consequentemente, traduzir-se em pressões inflacionárias. É possível inferir que a isenção concedida aos países supracitados, transcenda a intenção de manter boas relações e tenha, também, como fim, uma gestão dos preços da matéria-prima. (...)


* Banco Angolano de Investimentos


(Leia o artigo integral na edição 498 do Expansão, de sexta-feira, dia 9 de Novembro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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