Director Carlos Rosado de Carvalho

Governo faz balanço positivo em conferência de imprensa com perguntas limitadas

Governo faz balanço positivo em conferência de imprensa com perguntas limitadas

Num frente a frente com jornalistas, a equipa económica de João Lourenço composta pelos ministros de Estado e do Desenvolvimento Económico, das Finanças, da Economia e o governador do BNA, apenas respondeu a três perguntas colocadas por jornalistas de órgãos de comunicação públicos.

O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, afirmou, nesta quinta-feira, que o Governo acredita ter alcançado quatro dos objectivos do Programa de Estabilização Macroeconómica (PEM), nomeadamente a melhoria do equilíbrio das contas internas e externas do País; a diminuição considerável do diferencial entre as taxas de câmbio dos mercados formal e paralelo; a redução das taxas de inflação; e a criação de um ambiente propício de modo a relançar a economia do País e melhorar os indicadores sociais de Angola.

"O que estamos a fazer com o Programa de Estabilização Macroeconómica é restaurar a confiança dos agentes na nossa economia, para que o investimento seja retomado e com ele o crescimento económico de Angola", argumentou o governante.

Este balanço foi feito numa conferência de imprensa de avaliação do III trimestre de implementação do PEM, durante a qual acrescentou que "sem a confiança dos agentes não poderemos cumprir o nosso objectivo fundamental que é o de aumentar a produção nacional, tornar os nossos empresários mais fortes e competitivos, promover as exportações fora do sector do petróleo e substituir as importações."

Perguntas escolhidas a dedo e apenas de órgãos públicos

Na colectiva de imprensa, onde apenas os jornalistas de órgãos públicos de comunicação social (Televisão Pública de Angola, Jorna de Angola e Rádio Nacional de Angola) tiveram direito a formular perguntas, tendo, por outro lado, a comunicação social estrangeira (Lusa, RTP e Record TV) sido impedida de fazer a cobertura, Manuel Júnior afirmou que a economia real do País conheceu períodos de recessão económica, ou seja, registou taxas de crescimento negativas ao redor de 2% nos anos de 2016 e 2017. (...)

(Leia o artigo integral na edição 501 do Expansão, de sexta-feira, dia 30 de Novembro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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