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OPEP corta produção mas Brent não dispara

OPEP corta produção mas Brent não dispara

Barril chegou a estar a ser negociado acima dos 63 USD, mas a pressionar negativamente os preços estiveram os receios em relação às perspectivas de abrandamento na economia global, em particular dos EUA.

A reunião da OPEP e aliados, nos dias 6 e 7 deste mês, em Viena, terminou com um acordo de cortes na produção, que excedeu as expectativas do mercado. Isto fez aumentar os preços da matéria-prima em mais de 5%, durante a sessão de sexta-feira, tendo o Brent atingido o pico de 63,32 USD por barril, recuperando das quedas expressivas verificadas no início do encontro.

O cartel decidiu reduzir a produção em 1,2 milhões de barris por dia (Mbpd), a partir de Janeiro de 2019. O Irão ficou isento dos cortes, dado que as sanções impostas pelos EUA implicam uma redução na produção deste país.

Entretanto, desde segunda-feira, os preços do Brent têm estado a oscilar ligeiramente acima dos 60 USD. A pressionar negativamente os preços, estiveram os receios em relação às perspectivas de abrandamento na economia global, em particular dos EUA, e, possivelmente, uma redução da procura por petróleo no próximo ano.

Já a impulsionar o preço do crude esteve: (i) o encerramento do maior campo petrolífero da Líbia; (ii) a redução de 11 mil barris diários na produção da OPEP em Novembro, para 32,965 Mbpd, segundo o relatório mensal do cartel e (iii) a queda de 1,2 Mbpd nas reservas petrolíferas norte-americanas, na semana encerrada a 7 de Dezembro, sendo a segunda semana consecutiva de descidas. (...)


*Banco Angolano de Investimentos

(Leia o artigo integral na edição 503 do Expansão, de sexta-feira, dia 14 de Dezembro de 2018, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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