Director Carlos Rosado de Carvalho

O que nos falta para traçarmos os caminhos de um futuro promissor para Angola?

O que nos falta para traçarmos os caminhos de um futuro promissor para Angola?

Durante a recente Cimeira sobre "O Futuro de África" realizada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, o Presidente João Lourenço discursou no evento enquanto convidado de honra. No seu discurso, o Chefe do Executivo angolano colocou uma questão bastante pertinente e que passamos a citar: "O que nos falta para traçarmos os caminhos de um futuro promissor para África?" Em jeito de resposta, o próprio Presidente João Lourenço assinalou, e bem, que África precisa de "industrializar-se para se desenvolver".

Esta resposta acaba por ser pertinente, pelo que, hoje, vamos tratar de reflectir sobre a mesma tendo como pano de fundo a necessidade que o Executivo em Angola tem de levar a cabo um processo de transformação da estrutura da economia nacional.

A história do desenvolvimento económico dos agora países ricos, como o Reino Unido, EUA, Alemanha, França e Japão, ou ainda a história do sucesso dos países asiáticos, como a Coreia do Sul, Taiwan ou até mesmo a China, que em 30 anos (1978-2008) fez o que os países mais ricos levaram séculos a fazer, ensina-nos que todos estes países tiveram sucesso essencialmente devido ao aumento de produtividade no sector agrícola, um rápido processo de industrialização e tudo isso acoplado a uma intervenção do Estado.

África tem hoje 54 países. Claro que não podemos falar do continente como se de um país se tratasse. Temos de analisar e contar 54 estórias diferentes. No continente, países como a Etiópia e, de certa forma, o Ruanda estão na linha da frente na implementação de uma Política Industrial, para além da África do Sul, o país mais industrializado a sul do Saara.

Como resultado a Etiópia, por exemplo, é a economia que mais cresce em África, tendo de 2005-2016 crescido, em média, 10.5% do PIB e com projecções para um crescimento positivo perto dos 8% por ano. Já Angola, pelo contrário, vive uma recessão há 3 anos consecutivos sem que se possa vislumbrar uma saída credível. (...)


(Leia o artigo integral na edição 508 do Expansão, de sexta-feira, dia 25 de Janeiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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