Angola sobe dois lugares no ranking mas é o 16.º país mais corrupto do mundo

Angola sobe dois lugares no ranking mas é o 16.º país mais corrupto do mundo
Foto: César Magalhães

O Índice de Percepção da Corrupção 2018 analisa as percepções de corrupção no sector público de 180 países e coloca Angola na 165.ª posição. Relatório destaca combate à corrupção da era João Lourenço, mas alerta que este problema "vai muito além da família dos Santos".

Angola subiu dois lugares no ranking que identifica os países mais corruptos do mundo, ocupando agora a 165.ª posição, e mantém-se juntamente com a República Democrática do Congo como os membros da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) com o nível mais elevado de percepção de corrupção no sector público, revela o Índice de Percepção de Corrupção (IPC) divulgado esta semana.

O documento elaborado pela Transparency International (TI) avalia 180 países e territórios segundo os níveis de percepção de corrupção no sector público, usando uma escala de zero a 100 pontos, em que zero qualifica um país/território como "altamente corrupto" e 100 um "totalmente livre de corrupção". De acordo com o índice, em 2018, Angola manteve os 19 pontos alcançados no ano anterior, os mesmos obtidos pela RDC e pelo Chade.

Na análise ao continente africano, o relatório revela que "Angola, Nigéria, Botsuana, África do Sul e Quénia são países a observar, tendo em conta alguns desenvolvimentos políticos promissores. O verdadeiro teste será se essas novas administrações seguirão os seus compromissos anticorrupção".

Quanto a Angola, o IPC refere que João Lourenço está a promover reformas e a combater a corrupção desde que assumiu o cargo em 2017, "demitindo mais de 60 funcionários do Governo", incluindo Isabel dos Santos, filha do seu antecessor Eduardo dos Santos, que deixou a liderança da Sonangol meses após a tomada de posse de Lourenço.

O relatório sobre o índice destaca ainda o facto de Filomeno dos Santos, também filho do ex-Pr, ter sido acusado no âmbito de um processo que envolve uma "transacção fraudulenta de 500 milhões USD". No entanto, revela o relatório, "o problema da corrupção em Angola vai muito além da família dos Santos. É muito importante que a actual liderança mostre consistência na luta contra a corrupção em Angola". (...)


(Leia o artigo integral na edição 509 do Expansão, de sexta-feira, dia 1 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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