"O Estado não é bom a gerir empresas?"

"O Estado não é bom a gerir empresas?"

Ao lermos num dos jornais publicados em Luanda que a Secretária de Estado para as Finanças e Tesouro admitiu recentemente em Londres que o "Estado não é bom a gerir empresas", lembramo-nos que até muito recentemente o modelo de intervenção do Estado na economia facilitou a criação de empresas e institutos públicos cujo resultado não se reflectiu num aumento da produtividade.

Pelo contrário, verificou-se um custo acrescido para o erário público já que estas instituições foram dotadas de conselhos de administração relativamente extensos, sem que se possa hoje aferir o seu desempenho.

Dada a preponderância do Estado na economia angolana, escolhemos hoje reflectir sobre essa deficiência de gestão para, então, percebermos o que estará por detrás deste problema.

É dado assente que o Estado não pode chamar para si a responsabilidade de produzir todos os bens e serviços de que a sociedade necessita. Pelo que é desejável o surgimento de um sector empresarial privado forte.

Todavia, uma economia capitalista dinâmica não surge apenas reservando para o Estado o papel de "remoção" dos obstáculos do mercado, i.e. criação de oportunidades através da liberalização do mercado como nos faz parecer hoje o discurso político e, claro, secundado por muitos experts.

Ela surge na presença de um "mecanismo" de compulsão, como nos explica a Prof. Ellen Wood no seu livro The Origins of Capitalism: A Longer View. (...)


(Leia o artigo integral na edição 510 do Expansão, de sexta-feira, dia 8 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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