Director João Armando

Prejuízos das empresas públicas disparam 52% para 98,6 mil milhões Kz

Prejuízos das empresas públicas disparam 52% para 98,6 mil milhões Kz
Foto: Lídia Onde

As empresas sob a alçada do MinFin voltaram a liderar o ranking dos prejuízos do Sector Empresarial Público em 2017, de acordo com o relatório preliminar às contas do Estado. Em 2016, o Tribunal de Contas detectou graves irregularidades na adjudicação de obras públicas pelos governos do Huambo, Benguela e Luanda.

As empresas do sector empresarial público deram prejuízos ao Estado de 98,6 mil milhões Kz, em 2017, equivalente a 591 milhões USD, um agravamento de 52% dos resultados face aos 65,0 mil milhões negativos de 2016, revela a Conta Geral do Estado (CGE) preliminar de 2017.

Apesar de o relatório não referir em concreto quais foram as empresas do Sector Empresarial Público (SEP) que tiveram maior prejuízo, este revela quais os ministérios a que essas empresas estão agregadas. O Ministério das Finanças (Min- Fin) é o campeão dos prejuízos, já que o conjunto de empresas públicas sob a sua alçada, no caso o Banco de Poupança e Crédito (BPC), o Grupo ENSA e o Banco de Comércio e Industrial (BCI) obtiveram em conjunto resultados líquidos na ordem dos 80,1 mil milhões Kz, equivalente a 488 milhões USD.

Ou seja, só os prejuízos das empresas "controladas" pelo Minfin representam 82% do total dos prejuízos do Sector Empresarial Público (SEP), segundo cálculos do Expansão. Contribuiu para este valor os -73 mil milhões Kz que o BPC obteve em resultados líquidos em 2017 (que consta no relatório e contas do banco), naquele que é o maior prejuízo da banca nacional. Aliás, este valor equivale a 74% do total dos prejuízos do sector empresarial público em 2017.

A seguir às empresas sob a alçada do ministério de Archer Mangueira estão as empresas do Ministério da Energia e Águas (PRODEL, EPAL e ENDE), com prejuízos de 18,9 mil milhões Kz. As empresas do Ministério dos Transportes completam o top 3 dos prejuízos do SEP com 10,1 mil milhões de resultados líquidos negativos. (...)


(Leia o artigo integral na edição 511 do Expansão, de sexta-feira, dia 15 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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