Director João Armando

Em dez anos a produção caiu 8% para 8,4 milhões de quilates

Em dez anos a produção caiu 8% para 8,4 milhões de quilates
Foto: César Magalhães

Em 2009 o Governo já admitia acabar com os clientes preferenciais no sector dos diamantes, medida que só foi implementada o ano passado. Endiama vai deixar de ser concessionária.

A produção de diamantes em Angola caiu 8,6% para 8,4 milhões de quilates em 2018, contra os 9,2 milhões de quilates produzidos em 2009, ano em que a Endiama lançou um plano estratégico para evitar a falência de empresas do sector.

Na altura, o sector foi fortemente afectado pela crise financeira internacional que fez recuar os investimentos, o que resultou na queda do preço do quilate no mercado internacional. O quadro menos favorável obrigou então o Governo a definir novas políticas que passavam por uma nova estratégia para assegurar os operadores e a comercialização de diamantes no País.

O então ministro da Economia Manuel Nunes Júnior, atendendo à ameaça de falências de empresas do sector, disse, na época, que a conjuntura económica mundial desfavorável só poderia ser ultrapassada com a alteração do paradigma da comercialização de diamantes a clientes não preferenciais. O objectivo era claro e passava por o Estado comprar toda a produção de diamantes que não entrava no mercado, através da Sodiam, bem como criar um fundo de reserva nacional e, ainda, permitir que a Endiama fosse autorizada a vender diamantes a clientes não preferenciais no âmbito dos acordos internacionais.

Uma empreitada que levou dez anos para concretizar, já que só em 2018 o Governo decidiu acabar com o monopólio na comercialização de diamantes a clientes preferenciais com a aprovação da nova legislação que obrigou à reestruturação do sector e deu mais abertura ao mercado diamantífero. (...)

(Leia o artigo integral na edição 512 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)


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