Director João Armando

Que razões levam algumas economias emergentes a crescer de forma acelerada e sustentada?

Que razões levam algumas economias emergentes a crescer de forma acelerada e sustentada?
Foto: D.R.

O McKinsey Global Institute identificou 18 países que conseguiram um rápido crescimento durante longos períodos. Apenas um é africano: a Etiópia. Invariavelmente, estes países desenvolveram uma agenda pró-crescimento envolvendo quer o sector público, quer o privado, com vista a aumentar a produtividade e o rendimento.

As economias emergentes são o motor do crescimento global, mas a performance entre estas varia consideravelmente. Enquanto alguns países conseguiram um rápido crescimento durante períodos prolongados, outros não foram capazes de realizar o seu potencial económico.

Para entender estas divergências a McKinsey & Company realizou um estudo aprofundado sobre os factores que possibilitam o alto crescimento económico sustentado dos casos de sucesso entre as economias emergentes, denominado "Outperformers: High-Growth Emerging Economies and The Com panies That Propel Them". O estudo completo está disponível para consulta no website.

Num momento em que o País acelera a implementação do seu Plano de Desenvolvimento Nacional para o quinquénio e realiza uma reflexão sobre a estratégia de longo prazo, e em que o sector privado se depara com novas oportunidades de investimento, seja pelo programa de privatizações anunciado, seja pelo desafio da diversificação da economia, é oportuna uma divulgação das principais conclusões deste estudo.

Para entender os factores que geram o sucesso económico a longo prazo de economias emergentes, o McKinsey Global Institute analisou 71 economias emergentes, 18 das quais tiveram uma performance superior de forma sustentada (designadas por outperformers), atingindo um crescimento anual do PIB per capita superior a 3,5% ao longo de 50 anos ou atingindo um crescimento de 5% ou mais ao longo de 20 anos. O estudo inclui histórias de sucesso de longo prazo, tais como a da China e a da Malásia, casos de países que recentemente se tornaram economias de crescimento elevado, tais como a Índia e o Vietname, e ainda exemplos de sucesso menos mediatizados como é o caso da Etiópia e do Uzbequistão.

A principal conclusão do estudo é que os países outperformers conseguiram este crescimento graças a dois factores: por um lado, uma agenda pró-crescimento baseada em políticas económicas encorajadoras da produtividade, rendimento e procura local e, por outro, o muitas vezes menosprezado aparecimento de grandes empresas locais que emergiram ganhadoras num ambiente de forte concorrência local e global e que se tornaram impulsionadores deste crescimento. (...)

(Leia o artigo integral na edição 512 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Fevereiro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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