Ciclone põe em perigo melhoria da economia moçambicana

Ciclone põe em perigo melhoria da economia moçambicana
Foto: D.R.

Após alguns sinais de recuperação económica, a passagem do ciclone Idai por Moçambique deita por terra parte dos esforços do Governo para colocar a economia nos carris certos. A segunda maior cidade do país foi quase arrasada, comprometendo a circulação de produtos num importante corredor entre o Índico e a Zâmbia.

A passagem do ciclone Idai por Moçambique devastou 90% da cidade da Beira, centro nevrálgico de um importante corredor entre o Oceano Índico e a Zâmbia, e vai levar ao abrandamento do crescimento económico do país, obrigando o Governo, segundo analistas, a "interromper temporariamente" o programa de consolidação orçamental.

Com o número de mortos a fixar-se em 217 e com 350 mil pessoas em situação de risco, ao início de quinta-feira, dia 21, a principal preocupação das autoridades moçambicanas era o restabelecimento das comunicações em toda a província de Tete e na Beira, província de Sofala, duas das regiões mais devastadas pelo Idai, que deixou também um rasto de morte e destruição pelo Maláui e Zimbabué.

Mas Moçambique foi o país mais afectado e a Beira, fustigada por fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, na quinta-feira, 14 de Março, foi a cidade mais fustigada, com 90% do seu território a ficar arrasado. Perto de meio milhão de pessoas ficou com as casas destruídas e povoações inteiras ficaram totalmente submersas com a subida das águas dos rios Pungoe e Buzi. O nível de destruição do pior desastre climático no hemisfério sul, segundo a Organização Meteorológica Mundial, levou o Presidente Filipe Nyusi a decretar, terça-feira, pela primeira vez em 40 anos de independência, o estado de emergência nacional.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas estimou em 42 milhões USD o investimento necessário, a curto prazo, para fornecimento de ajuda humanitária a 400 mil pessoas nos três países afectados. Esse montante deverá subir para os 121,5 milhões para atender às necessidades de 1,7 milhões de pessoas residentes na zona afectada, nos próximos seis meses, segundo o porta-voz do PAM, Herve Verhoosel. (...)


(Leia o artigo integral na edição 516 do Expansão, de sexta-feira, dia 22 de Março de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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