Bolsas de estudo revistas para priorizar áreas de formação

Bolsas de estudo revistas para priorizar áreas de formação
Foto: César Magalhães

O regulamento de atribuição de bolsas internas e externas vai ser revisto para dar prioridade à formação de quadros em áreas prioritárias. A agricultura e pescas, telecomunicações e tecnologias de informação, indústria, petróleo, gás e recursos naturais estão entre as áreas que serão privilegiadas.

O regulamento de atribuição de bolsas de estudo internas e externas vai ser revisto, por recomendação da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros, com o objectivo de alinhar os apoios às necessidades de formação de quadros em áreas prioritárias para o desenvolvimento do País.

A comissão, orientada pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, no âmbito da competência que lhe foi delegada pelo Presidente da República, pediu à ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESTCI), Maria do Rosário Sambo, para identificar as universidades de referência no mundo, com o objectivo de estabelecer convénios no domínio da formação.

Apesar da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministro não apontar ainda as áreas prioritárias, a Estratégia Nacional de Formação de Quadros (ENFQ) sinaliza áreas com maior necessidade de quadros, até 2020.

Ao nível do doutoramento, o documento aponta a necessidade de 20 investigadores, num total de 140, nas seguintes áreas: agricultura e pescas, telecomunicações e tecnologias de informação, indústria, petróleo, gás e recursos naturais, saúde, recursos hídricos, energia e ambiente.

Ainda na formação pós-graduada, o Plano de Formação de Quadros faz o levantamento do número de mestres e doutores, por áreas. Nas ciências naturais e do ambiente, são necessários 114 mestres e 33 doutores, nas ciências agrárias e das pescas 164 mestres 41 doutores. Já as ciências de gestão e de administração necessitam de 284 mestres e 84 doutores, as ciências sociais, políticas e da comunicação 219 mestres e 77 doutores, ao passo que as artes e humanidades precisam de 157 mestres e 46 doutores até 2020. (...)


(Leia o artigo integral na edição 517 do Expansão, de sexta-feira, dia 29 de Março de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

Partilhar no Facebook

Comentários

Destaques

ios Play Store Windows Store
 
×

Pesquise no i