Director João Armando

"O meu maior sonho é abrir um centro de formação"

"O meu maior sonho é abrir um centro de formação"
Foto: Lídia Onde

Começou a fazer croché aos 7 anos, vendo a sua mãe, e nunca mais parou. Apesar de depender de material vindo da Namíbia e do Brasil, a criatividade cresce à medida que aumenta o interesse nas suas peças. Um hobby que já rende dinheiro a Luísa Pereira.

Dedica-se ao croché nas horas vagas, mas já comercializa as suas peças e tem inclusive um canal no Youtube, "Lú Crochet", onde ensina esta arte milenar. Porque é que criou este canal?
Para que as pessoas possam acompanhar, passo a passo, os meus trabalhos e a aprender a fazer. É um canal que criei com uma amiga que faz parte do projecto "Lú Crochet?.

Como é que aprendeu a fazer crochet?
Aprendi a fazer croché e a bordar com a minha mãe quando tinha 7 ou 8 anos. Ela fazia e eu, curiosamente, prestava atenção, fazia perguntas até que peguei em linhas e comecei a fazer também.

Como consegue as linhas para as peças que produz?
O material, algum, já se consegue no mercado nacional. Mas, outros adquiro-os no estrangeiro, no Brasil e na Namíbia.

Que peças produz?
Faço jogos de cozinha, que englobam bases para pratos e copos, faço bonecas, almofadas, acessórios de moda (brincos, colares e pulseiras) e bolsas para senhoras.

Tem muitos clientes?
A minha carteira de clientes tem estado a crescer significativamente. Há pessoas que gostam desse tipo de material, muitas já encomendam para diversas ocasiões.

Vende por encomenda ou vai fazendo e as pessoas escolhem o que querem?
Por causa da dificuldade na aquisição das linhas, comecei por fazer as peças apenas por encomenda. Agora, com o aumento da carteira de clientes, faço peças também para stock. As pessoas assim têm maior opção de escolha.

Fazer croché dá dinheiro?
Para quem começou essa actividade apenas como terapia, posso dizer que gera lucro. Ou seja, estou a ver dinheiro em resultado daquilo que faço. Quando me apercebi disso, decidi apostar mais no marketing porque sei e conheço o potencial de peças feitas à base de croché. São peças intemporais, que não saem de moda.

Tem algum atelier onde as pessoas possam apreciar os seus trabalhos?
Neste momento, trabalho a partir de casa, é lá onde tenho o meu canto para a produção e para expor as peças às clientes que me procuram.

Já pensou em abrir um centro para formar pessoas?
A abertura de um centro de formação, acredite, é o meu maior sonho. Juntamente com uma amiga que me está apoiar na divulgação e organização do negócio, estamos a considerar essa hipótese como a segunda fase do projecto: "Lú Crochet", que engloba o canal do Youtube, onde já mostramos aquilo que fazemos.

Hoje, as jovens interessam-se mais por aprender a fazer croché?
Sim...eu já ensinei várias colegas. Muitas delas, quando me viram a fazer as peças, interessaram- se bastante.

Engenheira electrónica apaixonada pelo croché

Luísa Pereira interessou-se cedo pelo croché, por intermédio da sua mãe, com quem aprendeu a apreciar esta arte milenar. Com o passar do tempo, foi desenvolvendo as suas habilidades, aumentou o número de clientes e pessoas interessadas em aprender. Hoje, tem um canal no Youtube, onde partilha as técnicas de croché. Apesar de estar a ter retorno financeiro com o croché,

Luísa Pereira ainda considera a actividade como uma ocupação para os tempos livres, uma vez que é funcionária pública e metade do dia é passado no trabalho. Com formação académica em engenharia electrónica, trabalha no Ministério do Interior, onde exerce as funções de sub-inspector da migração, na Direcção de informática. O último livro que leu foi o "Casamento Blindado" de Renato e Christiane Cardoso, um manual que ajuda os casais a "gerir" o relacionamento para que se torne duradouro.

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