Recuperação económica e estabilidade política

Recuperação económica e estabilidade política

Não se recupera a economia de nenhum País, sem cimentar a estabilidade política; sem a reforma efectiva e criteriosa da justiça, das forças da ordem interna e de segurança; sem a garantia da eficácia da prestação de serviços essenciais ao cidadão em geral e, em especial, às empresas; sem um sistema de ensino científico adequado às características de cada região e de qualidade e Angola não seria a excepção.

Todavia, nada se obtém sem a contribuição de cada angolano. Temos todos de trabalhar com mais afinco e seriedade e o Estado deveria engajar-se mais seriamente, gerindo o País com mais transparência, prestando contas de cada Lei das despesas do OGE pago pelo contribuinte, disponibilizando um melhor serviço à economia e, por consequência, à sociedade.

Para não trabalhar com afinco, não poderemos continuar a escudarmo-nos na velha conversa da herança colonial, nem nos grandes traumas da guerra que todos os angolanos, directa ou indirectamente, sofreram. Também não seria motivo para evocar a necessidade de se transladar os corpos do General Ben Ben, que até morreu por doença num bom hospital da África do Sul, ou do Dr. Jonas Savimbi, que morreu por teimosia e foi enterrado, com honras de Estado, porque decidiu ocupar a cadeira da Presidência da República pela força das armas, forçando a deslocação a pé, com fome e sede, de tantas populações, fazendo milhares de mortos e estropiados.

Também não pode ser desculpa a falta de homenagem a este e aquele, ou pior ainda, porque falta na lista dos homenageados incluir mais criminosos de guerra e ditadores, quando são sempre esquecidos tantos heróis anónimos ainda em vida, que se encontram em estado de indigência, porque, desde que passaram à disponibilidade das Forças Armadas, não tiveram a oportunidade de obter um emprego, ou uma formação profissional que lhes permitisse obter o seu ganha-pão condignamente. (...)


(Leia o artigo integral na edição 524 do Expansão, de quarta-feira, dia 17 de Maio de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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