Director João Armando

Dois em cada três barris de petróleo angolano são encaminhados para a China

Dois em cada três barris de petróleo angolano são encaminhados para a China

Uma parcela das exportações de crude para o gigante asiático serve para pagar a linha de financiamento com aquele país e o restante obedece a uma venda comercial.

As vendas do petróleo bruto angolano estão a concentrar-se, uma vez que para a China já segue 65% da nossa produção, uma percentagem que continua a aumentar. Se juntarmos mais cinco destinos - India, Espanha, Estados Unidos, África do Sul e Portugal, podemos dizer que apenas seis países representam mais de 86% das exportações.

Angola exportou o ano passado 23,7 mil milhões de dólares em petróleo para a China, que para um preço médio de referência de 70,6 USD por barril, corresponde a quase 336 milhões de barris. Esta enorme quantidade justifica-se porque uma parcela muito importante serve para pagar a linha de financiamento com aquele país, e apenas o restante obedece a uma venda comercial. Em 2017, Angola encaminhou para a China 349 milhões de barris, que para um preço médio de 54 dólares por barril, gerou um volume de negócios de 19,2 milhões USD.

Isto numa altura em que a produção em Angola está a diminuir, sendo que as exportações caíram dos 575,5 milhões de barris em 2017 para 517,6 milhões em 2018, uma quebra de 9%. Esta tendência mantém-se há três anos, sendo que, de acordo com a proposta de revisão ao Orçamento Geral do Estado para 2019, se prevê a venda 526 milhões de barris com um preço médio de 55 dólares por barril. (...)


(Leia o artigo integral na edição 524 do Expansão, de quarta-feira, dia 17 de Maio de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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