Director João Armando

Adesão do Burundi à SADC recusada pela segunda vez

Adesão do Burundi à SADC recusada pela segunda vez
Foto: DR

Um terceiro mandado pautado por violações de direitos humanos, e uma revisão constitucional que permitirá ao actual presidente permanecer no poder até 2034, marcam o cenário político que se vive no Burundi, um dos países mais pobres do mundo que quer entrar na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla inglesa) rejeitou pela segunda vez a entrada no Burundi como 17.º estado-membro, revelou no início da semana o actual presidente desta organização regional, Hage Geingob, que também é presidente da Namíbia.

O anúncio foi feito num briefing ao presidente tanzaniano, John Magufuli, de visita à Namíbia, durante o qual Hage Geingob revelou que o Burundi não passou na recente avaliação realizada pela SADC, conta o jornal namibiano New Era.

"Foi enviada uma missão de avaliação ao país, mas as recomendações até agora vão no sentido de que ainda não é oportuno admitir o Burundi na SADC, devido à não concretização do processo democrático naquele país", disse o presidente da organização.

Para alguns elementos da sociedade civil, como Pacifique Nininahazwe, actualmente no exílio, a decisão significa o reconhecimento de quem está na origem da crise. "A SADC é hoje uma das poucas organizações internacionais que ainda definem, de forma clara e justa, o autor e a origem da crise no Burundi: [o presidente] Nkurunziza e o seu terceiro mandato", afirmou o activista de direitos humanos através do Twitter.

Esta é a segunda vez, desde Fevereiro de 2017, que o Burundi não é aceite pela SADC, sobretudo devido à instabilidade política registada desde Abril de 2015 , data em que o presidente Pierre Nkurunziza assumiu um polémico terceiro mandato, originando uma crise política e de direitos humanos. (...)


(Leia o artigo integral na edição 526 do Expansão, de quarta-feira, dia 31 de Maio de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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