Director João Armando

Trabalhadores angolanos nas empresas chinesas subiram em 10 anos

Trabalhadores angolanos nas empresas chinesas subiram em 10 anos
Foto: César Magalhães

O processo de reconstrução vivido em Angola trouxe ao País um número significativo de trabalhadores expatriados. A crise tem invertido a tendência e contribuiu para aumentar o número de nacionais nestas empresas, revela o estudo "Condições de emprego em Angola. Construção de obras públicas
e indústria de materiais de construção", desenvolvido por investigadores da Faculdade de Economia da UAN e da Universidade de Londres.

A situação geral do mercado de emprego em Angola está caracterizada por altas taxas de desemprego, incluindo uma alta taxa de desempregados que não estão à procura de emprego, alta incidência da informalidade no trabalho, e forte subemprego nas zonas rurais do País, onde geralmente para os mais vulneráveis o desemprego não é uma opção.

Embora o motivo principal destes défices no mercado de trabalho seja a escassa oferta de emprego nos sectores mais formais e de maior remuneração, existe também um défice importante de qualificação da mão-de-obra, devido às baixas taxas de escolarização atendendo ao PIB per capita do País. A pesquisa qualitativa salientou o persistente défice de pessoal qualificado nos sectores da construção e industrial apesar do crescimento destes sectores nos últimos 15 anos. O sistema de ensino vocacional não tem gerado candidatos suficientes e com as competências relevantes. Portanto as empresas destes sectores ainda representam fontes muito importantes de mecanismos formais e informais de aquisição de competências e habilidades especificamente relevantes para as obras públicas e as fábricas de materiais de construção.
Desde 2002 tem havido uma criação substancial de emprego para não qualificados (NQ) e semi-qualificados (SQ), especialmente na construção/obras públicas. Porém, a maioria das empresas de construção e industriais consultadas para este estudo reportaram uma forte queda de emprego desde 2015 e especialmente em 2016 onde as empresas angolanas e outras empresas estrangeiras (OE) operavam ao mínimo da sua capacidade e com o pessoal permanente.

(Leia o artigo na integra na edição 526 do Expansão, de sexta-feira 31 de Maio de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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