A produção industrial realmente precisa de "menos reuniões e mais trabalho"!

A produção industrial realmente precisa de "menos reuniões e mais trabalho"!

Recentemente o Expansão assinalou que a produção industrial em Angola estava em "terreno negativo". De facto, o Indicador de Clima Económico (ICE) do I.N.E. mostra que desde o 1.º trimestre de 2009 (tirando o 2.º trimestre de 2011) a produção actual tem sido abaixo da perspectivada, isto é, há 10 anos que os agentes económicos ligados à indústria transformadora indicam que têm sido incapazes de atingir as suas metas de produção.

Como limitações os empresários do sector apontam a falta de matéria-prima devido a dificuldades financeiras, falta de água e energia eléctrica. Assim compreendemos por que razão a perspectiva de emprego tem vindo a degradar-se desde 2011, passando mesmo a negativo desde o 2.º trimestre de 2014. Só não compreendemos a incapacidade do Executivo de inverter este quadro.

Segundo noticiado por Justin Lin, ex-economista chefe do Banco Mundial, na Bloomberg (22/07/2014), cerca de 80 milhões de empregos na China, no sector da indústria transformadora, poderiam ser exportados para outros países, podendo os países africanos tirar proveito dessa oportunidade.

Passados 5 anos, apenas a Etiópia, em África, criou as condições necessárias para tirar proveito dessa possibilidade, através de uma política industrial séria. Na 8.ª Conferência Europeia sobre Estudos Africanos, realizada recentemente em Edimburgo, no Reino Unido, ficou patente nos vários painéis sobre industrialização em África que a janela de oportunidade para que os países africanos se engajem num rápido processo de industrialização está a fechar-se.

Lamentavelmente muitos países africanos, incluindo Angola, poderão ficar de fora, já que como era de esperar outros países da Ásia, como o Bangladesh, Vietname, Camboja e até mesmo a Índia pela maior proximidade, estão a tirar o máximo de proveito. (...)



(Leia o artigo integral na edição 530 do Expansão, de sexta-feira, dia 28 de Junho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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