O(s) desafio(s) do sector segurador em Angola

O(s) desafio(s) do sector segurador em Angola
Foto: Lídia Onde

Cabe ao sector preparar-se da melhor forma para conseguir materializar a indiscutível margem de progressão de que dispõe, e crescer de forma sustentada e consolidada. Nesse processo, é fulcral continuar o caminho de convergência com as melhores prácticas internacionais, o que permitirá atrair investimento externo.

Ao segmentar a área de serviços financeiros em Angola nos sectores bancário e segurador, exaltam-se as características de cada um, permitindo assim mapear mais objectivamente as suas distinções. Ao fazê-lo, o que pudesse já ser um palpite certeiro através de uma óptica qualitativa, ganha agora contornos bastante mais consistentes que podem (e devem) ser utilizados para compreender o que pode um sector aprender com o outro.

Os números mostram-nos um sector bancário com maior índice de penetração no PIB que o segurador. Em 2013, ao analisar os indicadores de profundidade financeira, podia ler-se que o crédito concedido pelas 23 entidades com actividade no sector bancário representava cerca de 20% do PIB Nominal, enquanto que a taxa de penetração do sector segurador revelava que os Prémios de Seguro Directo (PSD), das 15 seguradoras licenciadas à data, não iam aquém dos 0.8% do PIB.

Comparando os mesmos indicadores com os dados mais recentemente publicados (referentes a 2017) observa-se que, quatro anos volvidos, e com 10 novas entidades seguradoras activas no mercado (passando assim para um total de 25), o sector não teve a capacidade de capitalizar a margem de progressão que se anunciava em 2013 e, apesar do aumento significativo de players no mercado, os Prémios de Seguro Directo do sector teimaram em não ultrapassar os cerca de 1% do PIB.

Mas se podemos por um lado constatar que, do lado do sector bancário, a evolução do crédito em percentagem do PIB também estagnou durante o período em análise, não podemos por outro lado deixar de notar que as percentagens de estagnação dos sectores são altamente distintas, como é também o número de novos players no mercado - 10 para o sector segurador e apenas 5 para o sector bancário. A interpretação que se possa fazer acerca do comportamento acima descrito de ambos os sectores será certamente subjectiva e, em função do analista, incluirá mais ou menos variáveis que contribuam para argumentar a sua conclusão. (...)

*Insurance Manager da PwC AO


(Leia o artigo integral na edição 531 do Expansão, de sexta-feira, dia 5 de Julho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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