JOVEM EMPREENDEDOR

JOVEM EMPREENDEDOR

Chamo a atenção aos jovens de que este é o seu momento de desafio, pois mais do que nunca o nosso País necessita de competências empreendedoras, renovadas, tomando espaços que no passado lhes estavam vedados.

Vivemos num Mundo a duas velocidades, com desequilíbrios acentuados, onde a pobreza coabita com desigualdades cada vez mais acentuadas, contrastando com o facilitismo do consumo, que provocou nos mais jovens hábitos e rotinas automáticas, impulsivas, que desregulam a criatividade e iniciativa, diria mesmo, geram a preguiça intelectual.

Sabemos que vivemos num ambiente crítico e de dificuldade, sabendo de igual modo e através da competitividade que ele gera, que surgem oportunidades, da mesma forma que ameaças, para aqueles que adormecidos, não acreditam nos desafios do futuro.

No actual cenário, só vence quem não desiste e luta, quem de forma humilde decidida e entusiástica, transforma ameaças em oportunidades.

Não falemos das assimetrias, tão pouco das distâncias dos centros urbanos, mas sim do sacrifício necessário para conseguir estar próximo, demonstrando interesse e afirmação.

Deus pôs-nos a todos na terra em igualdade, cabe a cada um saber lutar sem tréguas pelo progresso e pela humanização, disponíveis para bons e maus momentos, com alegria ou sacrifício, mas humanamente coerentes e seguros daquilo que queremos, fazer bem e melhor em cada dia, transpondo barreiras, entregando tudo o que fazemos ao bem comum.

Todos os dias a vida nos traz assuntos novos, desafios. É preciso estar atento e saber responder com prontidão e conhecimento, estar disponível, sendo necessário sair da zona de conforto, do fácil, do básico e supérfluo.

Todos nós como os jovens devemos tratar o conhecimento como a nossa língua, numa visão universal, a única forma de quebrar a rotina da ignorância e aceitar as oportunidades.

Olhando sobre a realidade Angolana, percebemos que os jovens necessitam de alento, coragem, perspectivas de futuro, vocação.

Não bastam projectos de promoção do empreendedorismo, é preciso incentivá-los, colmatando a "falha" existente entre o ensino e a oportunidade prática, entre o emprego e as oportunidades de financiamento aos projectos, sem desajustes entre a vocação e a realização pessoal, já não falando entre a formação e o rendimento mensal. (...)


(Leia o artigo integral na edição 534 do Expansão, de sexta-feira, dia 26 de Julho de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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