Novas metas do sector apontam a 7 milhões de novos clientes até 2022

Novas metas do sector apontam a 7 milhões de novos clientes até 2022
Foto: D.R.

O Governo quer que Angola assuma uma posição de liderança em África no sector das Tecnologias de Informação e Comunicação e estabelece metas ambiciosas para os próximos 4 anos, como um crescimento de mais 6,3 milhões de utilizadores de telemóvel e de 6,9 milhões de utilizadores de internet até 2022.

Até 2022, o Governo pretende que a taxa de penetração média nacional da telefonia móvel celular atinja os 59,33%, ou seja, que quase 60 em cada 100 angolanos seja utilizador de telemóvel, um aumento na ordem dos 14 pontos percentuais face à actual taxa de teledensidade, que é de apenas 45,43%, um indicador que tem estado em queda desde 2014, com uma redução de 8,8 pontos percentuais em cinco anos.

Na prática, esta meta implica um aumento de 48% no número de utilizadores de telemóveis, que terão de passar dos 13.288.421 registados em 2018, para mais de 19.630.00 em 2022. O Governo pretende, pois, que em quatro anos sejam celebrados mais de 6,3 milhões de contratos, a uma média anual superior a 1,5 milhões de novos utilizadores, bastante acima da tendência dos últimos anos.

Outra meta ainda mais ambiciosa é a do número de utilizadores de internet, que o Governo quer que cresça 85%, "passando dos actuais 6,9 milhões para 12,8 milhões". No entanto, os últimos dados do INACOM, relativos a 2018, apontam a existência de apenas 5.927.715 utilizadores de internet, o que significa que a meta do Governo para 2022 necessita de um crescimento de 116% face a estes dados, ou seja, quase mais 6,9 milhões de utilizadores.

Esta análise resulta de cálculos do Expansão, com base nas estatísticas do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) e nas projecções actualizadas do Instituto Nacional de Estatística (INE), e incidem sobre duas das metas do novo Livro Branco das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) 2019-2022.

O documento, que sucede ao Livro Branco das Telecomunicações, de 2001, e actualiza o Livro Branco das TIC, de 2011, foi apreciado em Conselho de Ministros a 30 de Abril, mas só foi promulgado pelo Presidente João Lourenço a 24 de Maio. A publicação do Despacho Presidencial n.º 129/19 em Diário da República demorou mais quase dois meses, só ocorrendo a 22 de Julho. O novo Livro Branco não esclarece como é que estas metas serão atingidas, nem o Expansão conseguiu obter esclarecimentos junto do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI).

Mas estes números dependerão certamente da reestruturação do modelo de negócio da operadora estatal, a Angola Telecom, que será parcialmente privatizada, e da entrada em cena da quarta operadora global (telefone fixo e móvel, internet e televisão por subscrição), cujo concurso público iniciado em 2017 acabou por ser anulado e reaberto já este ano.

(Leia o artigo integral na edição 536 do Expansão, de sexta-feira, dia 9 de Agosto de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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