Banco Económico "obrigado" a aumentar capital social para valores históricos no País

Banco Económico "obrigado" a aumentar capital social para valores históricos no País
Foto: Lídia Onde

Até ao momento, o resgate do BESA envolveu 380,7 mil milhões Kz através do Grupo ENSA e 57,3 mil milhões Kz via Sonangol. E promete não ficar por aqui já que banco tem que multiplicar o actual capital social por seis.

A nova estrutura accionista do Banco Económico aprovou, em assembleia geral, um aumento de capital dos 72 mil milhões Kz para 416 mil milhões Kz, equivalente a perto de mil milhões USD, valores nunca vistos no sector bancário em Angola. Este aumento terá que ser realizado com a entrada de dinheiro fresco ou pelos actuais accionistas ou com a entrada de um novo, apurou o Expansão.

De acordo com fontes da instituição, foi afastada a hipótese de aumento de capital por via da incorporação de reservas, já que o banco não tem, nesta altura, capacidade para o fazer. Já o jornal português Expresso revela que este aumento de capital se deve à necessidade "imperiosa de cumprimento dos rácios de solvência decorrentes de imparidades da carteira de crédito".

Acontece que na assembleia geral de accionistas foi também aprovado o relatório e contas de 2018 (que será "apresentado em breve"), com cerca de quatro meses de atraso e, de acordo com fontes do sector, o banco ter-se-á antecipado à reavaliação de activos dos 12 maiores bancos que está a cargo do Banco Nacional de Angola (acordado com o FMI) para apurar o valor "real" dos activos das instituições bancárias. "Olhando para esse valor , é porque o banco avançou com provisões e reavaliou os seus activos, como o crédito concedido aos clientes, mas também ao imobiliário, já que o Económico é proprietário de vários prédios na cidade de Luanda", admite uma das fontes.

A realização do aumento de capital pode mudar novamente a estrutura accionista do banco que nasceu após a falência do Banco Espírito Santo Angola (BESA). Depois de este ano ter recebido a participação de 30,98% que a Lektron Capital (ligada ao general Kopelipa e a Manuel Vicente) tinha no Banco Económico, a Sonangol passou a deter 70,4% do capital do banco.

Os restantes accionistas são o português Novo Banco (que tem 9,72% do capital do BE) e a Geni Novas Tecnologias (associada ao general "Dino", tem 19,9% do BE). Fontes do Expansão dizem que estes dois accionistas não vão ao aumento de capital. Até porque a situação financeira do Novo Banco, que registou prejuízos de 400 milhões de euros no primeiro semestre do ano e deverá solicitar mais 540 milhões de euros a um fundo de resolução para reforçar os seus rácios de capital, impede a instituição de avançar para esta operação. (...)


(Leia o artigo integral na edição 536 do Expansão, de sexta-feira, dia 9 de Agosto de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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