Edições Novembro reduz prejuízos mas Deloitte "arrasa" qualidade das contas

Edições Novembro reduz prejuízos mas Deloitte "arrasa" qualidade das contas
Foto: César Magalhães

A proprietária do Jornal de Angola "fechou" 2018 com um prejuízo de 161 milhões Kz, mas o auditor independente às contas apresenta 14 reservas que, a serem ultrapassadas, aumentariam os prejuízos para 378 milhões Kz. Continuidade das operações depende do suporte financeiro do accionista Estado.

A Edições Novembro registou uma redução de prejuízos de 87%, passando dos -1.240,5 milhões Kz em 2017 para os -161,3 milhões em 2018, mas o auditor independente arrasa a qualidade das demonstrações financeiras e admite que, a serem solucionadas algumas das 14 reservas apontadas pela Deloitte, os prejuízos no ano passado seriam equivalentes ao dobro dos apurados, cerca de -378,3 milhões Kz. De acordo com o relatório e contas publicado esta terça-feira no Jornal de Angola, a maioria das 14 reservas apontadas pela Deloitte colocam dúvidas sobre a qualidade das demonstrações financeiras e o impacto que têm nas contas de 2018. Entre elas, o facto de os cadastros do imobilizado serem inferiores ao que está registado, ou questões como a empresa não ter em sua posse os títulos de registo de propriedade da maioria dos terrenos e imóveis que utiliza. Desta forma, o auditor admite não poder concluir quanto à razoabilidade da valoração atribuída na demonstração de contas (4.º parágrafo das bases para a escusa de opinião). A Deloitte refere ainda que não existe controlo sobre as existências da empresa, e que não consegue apurar quanto à veracidade dos valores inscritos. Coloca reservas também sobre pagamentos que a empresa fez a fornecedores, nomeadamente sobre se facturas antigas foram pagas ou não. "A empresa não dispõe de informação suficiente e adequada sobre a antiguidade dos saldos a receber de clientes que nos permitisse efectuar uma análise sobre a realização das contas a receber e, consequentemente, concluir quanto à suficiência das provisões constituídas pela empresa para cobranças duvidosas, reconhecidas no active e que ascendem, a 31 de Dezembro de 2018, a 100 milhões Kz, as quais também não se encontram suportadas salientando-se que não existe evidencia de realização de procedimentos de análise de crédito face a situações de mora e atraso no pagamento das contas a receber de clientes", refere o parágrafo 7. (...)


(Leia o artigo integral na edição 536 do Expansão, de sexta-feira, dia 9 de Agosto de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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