Funeral de Mugabe abre feridas num país abalado pela crise

Funeral de Mugabe abre feridas num país abalado pela crise
Foto: D.R.

A família de Robert Mugabe recusou enterrar o corpo do ex-Presidente no monumento dedicado aos "Heróis do Nação", como era desejo do Governo do Presidente Emmerson Mnangagwa, que o destituiu em Novembro de 2017. No dia em que o "herói" da independência aterrou em Harare sucederam-se os apelos à paz e união

O funeral de Robert Mugabe, agendado para domingo, dia 15, com honras de herói nacional e com a presença de dezenas de Chefes e ex-Chefes de Estado, é um teste à unidade nacional e à forma como o Zimbabué lida com a memória e o legado do fundador do país, imerso numa profunda crise económica.

Os apelos do actual Presidente, Emmerson Mnangagwa, quando o corpo aterrou no aeroporto Robert Mugabe - "Peço a todos que sejam pacíficos e amem, unidos, o Zimbabué. Nós somos um povo e uma nação" - as capas dos jornais nacionais e as divergências entre Governo e a família do ex-Presidente sobre o local onde será sepultado o corpo de Mugabe, cuja morte foi anunciada no dia 6 de Setembro, são sinais claros da ferida aberta.

"O seu corpo será velado em Kutama, no domingo à noite e será enterrado numa cerimónia íntima, na segunda ou terça-feira. Ele não irá para o Campo dos Heróis Nacionais", informou Leo Mugabe, um dos sobrinhos do antigo Presidente, à agência de notícias AFP.

O Governo de Mnangagwa queria sepultar o corpo do líder da independência do Zimbabué, que morreu aos 95 anos, no monumento dedicado aos "heróis da nação", mas a família e os chefes tradicionais opuseram-se, alegando que o antigo Chefe de Estado manifestou vontade de ser enterrado em Kutama, no distrito de Zvimba, durante a sua estadia em Singapura. (...)


(Leia o artigo integral na edição 541 do Expansão, de sexta-feira, dia 13 de Setembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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