"Tive de aprender a ser gestora e a saber quais são as reais prioridades"

"Tive de aprender a ser gestora e a saber quais são as reais prioridades"
Foto: D.R.

O lançamento de um disco, que está em gravação, e a publicação de um livro, que não tem género definido, são os próximos projectos de Indira Grandê. A jovem, natural de Benguela, assume que a crise a desafiou, mas não limitou a sua vontade de criar e de empreender.

Prepara o lançamento de um disco de jazz e um livro. O disco integra temas seus ou conta com colaborações?
O disco é muito eclético, tende a fugir mais para o jazz, mas tem uma pitada de blues, de soul music e também de rock. Há muita poesia na musicalidade que encontrei em algumas composições, é algo ao qual não consigo fugir. No processo de gravação, as coisas têm acontecido naturalmente, tenho deixado a liberdade cantar. Em termos de colaborações, existem algumas já confirmadas, como, o artista C.A., que também é o produtor musical. Há uma vontade imensa de colocar uma música do cancioneiro angolano, mas como é em Kimbundo há todo um processo de aprendizagem.
Em relação ao livro, qual é o tema e o género?
Esta é um pergunta um bocado difícil de responder. Lembro-me que liguei para uma editora e propus o projecto... poesia, prosa, desatinos literários, fotografia e desenho... "Peço-lhe desculpa mas tem de decidir que género literário pretende. Ou é crónica, ou é poesia ou é fotografia! Tudo isto é impossível". E eu respondi: Eu quero ter liberdade literária e incluir-me nas várias formas de ser. O livro é apenas um objecto físico, estático, o que realmente importa é a celebração da palavra, da memória.
O disco era consequência natural do seu percurso multifacetado de artista, cantora, poetisa e escritora?
Eu prefiro ser modesta e dizer que este percurso ainda está a ser trilhado. A arte, a poesia, a música, a literatura acabam por ser complementos que se interligam, um não sobrevive sem o outro e vice versa. O disco é um veículo inevitável para fazer chegar a minha música ao mundo, foi adiado várias vezes, mas é uma necessidade quase fisiológica, a música está-me nas entranhas, é preciso libertá-la.

(Leia o artigo na integra na edição 542 do Expansão, de sexta-feira 20 de Setembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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