Mas afinal o que se passa com África (e Angola)?

Mas afinal o que se passa com África (e Angola)?

Com o descalabro que África do Sul está a ter, a saída em massa de talento, empresas a desinvestir e a desvalorização do Rand, Angola pode assumir-se como o grande líder Africano, mas, para tal, tem de estar unido. O País não se poderá tornar numa África do Sul. Tem e vai ser melhor. Vai ser mais forte e mais sustentável.

Estará o continente berço da civilização a desperdiçar continuamente gerações de talento? A resposta é clara e inequívoca. Sim. E a responsabilidade pertence à liderança política e empresarial. Nem sequer poderemos falar do efeito do antigo colono, e para confirmar tal afirmação, poderemos abordar dois exemplos bem distintos, Angola e África do Sul.
De uma vez por todas, importa que, acima de tudo, as lideranças políticas se remodelem, reinventem e que façam acontecer. Não apenas em nomes, mas em políticas e acções. É impensável ver continuamente o que se passa em termos de segurança e emprego em ambos os países acima referidos.

Relativamente à segurança, assistimos em Angola a uma crescente onda de assaltos e violência, que muito se devem ao aumento do custo de vida e falta de emprego. Em África do Sul, assistimos a uma escalada de violência com base em preconceitos racistas, não só entre as suas tribos, mas até entre africanos, e obviamente também entre indivíduos de raça negra, indiana e caucasiana. Muito também se deve ao desemprego.
Mas se todos estes problemas têm como uma das suas mais importantes bases, a falta de emprego, como o poderemos justificar em duas economias e países que tudo têm para ser autónomas, fortes e geradoras de emprego? A verdade é que em Angola, por exemplo, muito pouco se tem feito ao nível empresarial local, nomeadamente de pessoas que vieram do sistema governativo, ou próximo dele. Com raras excepções que podemos e devemos parabenizar, como é o caso de Isabel dos Santos, que gerou empresas fortes, empregou e qualificou milhares de Angolanos, empoderou os seus quadros expatriados para formar e preparar quadros locais, apostou no emprego no feminino e deu-lhes palco, onde estão todos os outros que saíram de um sistema que os enriqueceu?

(Leia o artigo na integra na edição 543 do Expansão, de sexta-feira 27 de Setembro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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