Travar recessão e dívida são os desafios de Vera Daves

Travar recessão e dívida são os desafios de Vera Daves
Foto: Quintiliano dos Santos

Reformas acordadas com o FMI, como o fim dos subsídios estatais a combustíveis, são algumas das medidas impopulares a que Vera Daves está obrigada. O Expansão ouviu especialistas sobre os principais desafios de Vera Daves e traz-lhe o perfil da primeira mulher a liderar as Finanças.

Retomar o crescimento económico, travar a recessão social, a desvalorização da moeda e o corte dos subsídios a preços, bem como promover a sustentabilidade da dívida pública, são os principais desafios da nova ministra das Finanças, Vera Daves, de acordo com especialistas consultados pelo Expansão. Para o economista Alves da Rocha, de que quem a ministra foi assistente e co-autora de um livro sobre finanças públicas (ver caixa), Vera Daves tem pela frente dois grandes desafios: o primeiro passa por promover o crescimento económico e o segundo desafio passa por combater a crise social. "É que neste momento não temos apenas uma recessão económica, mas uma recessão social e os indicadores dessa recessão são o rendimento médio per capita, cujo comportamento tem vindo a degradar desde 2009, ou seja cada angolano está mais pobre a cada ano" refere. Para o economista e investigador, a recessão social está na taxa de desemprego de 30%, uma taxa de desemprego jovem de 56%, uma taxa de pobreza de 42%, uma taxa de pobreza absoluta de 20%. Tudo isto vai passar e tem passado pelo Ministério das Finanças, adverte. Seja como for, neste momento, a capacidade de manobra é reduzida, porque Angola assinou, por sua própria vontade, um acordo com o FMI e este acordo "tem regras, metas e responsabilidades que o Estado tem de cumprir", pelo menos até à altura em que está em vigor, refere. Alves da Rocha alerta ainda para a questão da dívida pública, que se aproxima "perigosamente" dos 90 a 91% do PIB, pondo em causa a sua sustentabilidade. "Não sei qual é a margem de manobra que a ministra tem, que o Governo tem e que nós próprios angolanos temos. Eu acho que, neste momento, a nossa capacidade de manobra é zero", reitera. (...)


(Leia o artigo integral na edição 545 do Expansão, de sexta-feira, dia 11 de Outubro de 2019, em papel ou versão digital com pagamento em Kwanzas. Saiba mais aqui)

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