"O factor económico não deve ser motivo para não se fazer cultura"

"O factor económico não deve ser motivo para não se fazer cultura"

A 5.ª edição do Festival Caixa Fado tem data marcada para 17 de Outubro, no Cine Atlântico, com os angolanos Pérola, Paulo Flores e Patrícia Faria. Kayaya Júnior, produtor do evento, diz que juntar um kudurista e um fadista não é impossível.

Como vão os preparativos da 5ª edição do Festival Caixa Fado?
A operação de pré-produção para esta edição começou há mais ou menos 15 dias, com reuniões de coordenação entre a entidade que organiza e os parceiros envolvidos no projecto. Têm decorrido com normalidade e, à medida que se aproxima o dia 17, aumenta também a adrenalina que qualquer produção desta envergadura implica.

O Festival Caixa Fado vai na sua 5ª edição. Que surpresas vão apresentar aos visitantes?
O Festival "Caixa Fado" é um espectáculo que, pela sua especificidade, tem um público aderente que gosta deste estilo musical, que é considerado Património Imaterial da Humanidade. Por essa razão, não estão à espera de surpresas, mas sim de um bom concerto, a que a organização já habituou ao longo das 4 edições anteriores. Nesta, que será a quinta edição, manteremos os mesmos princípios de garantir segurança para o nosso público, uma experiência gastronómica e um bom concerto, com o elenco convidado que vai fazer uma simbólica homenagem aos 100 anos de Amália Rodrigues.

Como é feita a selecção dos cantores?
Essa é uma responsabilidade da entidade organizadora, juntamente com o parceiro responsável pelo conceito deste festival em Portugal, que é a Música no Coração, que sugere os artistas para cada edição do festival, dependendo das disponibilidades de cada um e também da vontade em fazer e participar neste intercâmbio cultural, que é o Caixa Fado, com artistas nacionais que são convidados.

Até ao momento têm juntado fadistas e sembistas. Pode-se aguardar uma combinação de fadistas e kuduristas, ou este é um desafio enorme?
Tudo é possível. Desde que os artistas assim o decidam, porque não?

Qual é a importância do festival Caixa Fado no panorama musical angolano?
A importância deste festival, a exemplo de outros eventos do género, é fundamental para o estreitar de laços entre povos e para o mercado de trabalho, assim como para os profissionais angolanos que têm estado envolvidos na sua organização e produção.

Que momentos recorda, pela positiva e pela negativa?
Não tenho momentos negativos a apontar, até porque é sempre um prazer enorme trabalhar, e quando se faz com prazer tudo é positivo.

Luanda, Cine Atlântico, é palco do Festival. Podemos esperar o evento noutra província? Se sim, qual?
O festival Caixa Fado já esteve em Benguela, na terceira edição, e foi uma experiência muito positiva em todos aspectos. Mas acredito que a entidade organizadora do projecto tem pensado nessa possibilidade.

A crise económica é um factor que condiciona a realização do evento?
O factor económico não deve ser motivo para não se fazer cultura.

Quem é o Kayaya Júnior no Festival?
Sou um profissional a quem foi confiada a tarefa de produzir, coordenar e apresentar este evento, que já vai na sua quinta edição, e que me realiza imenso, pois sou apaixonado por aquilo que faço.

Como promotor de eventos, este é um desafio diferente dos outros?
Cada evento tem um DNA, um conceito e nós, enquanto profissionais desta área, devemos satisfazer e entregar-mo-nos com a mesma vontade de servir bem, de produzir bem, de provocar uma experiência agradável ao público, porque afinal sem este elemento não somos nada.

Festival de Fado junta duas culturas da mesma língua

Kayaya Júnior é o produtor do Festival Caixa Fado que vai na sua 5ª edição, tento o Cine Atlântico como o palco que vai receber os angolanos Pérola, Paulo Flores e Patrícia Faria, juntamente com os portugueses Marco Rodrigues, Cidália Moreira, Lina, Tânia Oleiro e Me. O Banco Caixa Angola realiza o evento que promove as duas culturas e os mercados de trabalho. Kayaya Júnior é natural do Huambo, mas passou a sua infância entre Malanje e Luanda onde fez o ensino primário, tendo depois continuado os estudos em Portugal, onde fez Gestão Hoteleira. Em 2000, começa a fazer parte dos destinos da empresa Step a convite de Karina Barbosa onde está até hoje como director de produção.

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